Brasileirão Série A
Chapecoense faz história e confirma retorno à Série A do Campeonato Brasileiro
Em 2013, quando a marca da nossa primeira ascensão foi sacramentada, uma palavra – e todo o peso do seu significado – foi fundamental para nortear o trabalho e a conquista: merecimento. Na temporada 20/21, outro substantivo foi usado – e repetido de forma incansável antes e depois de cada partida – para que todos os envolvidos no processo de fazer girar a engrenagem verde e branca lembrassem o motivo de estarem ali: renúncia. E se o merecimento fala sobre as coisas das quais somos dignos, a renúncia fala, exatamente, de tudo o que abdicamos para conquistá-las.
A temporada atípica – que casou o final de um ano com o início de outro – não foi fácil. Se em tempos normais o universo do futebol já apresenta seus desafios, imagine em tempos de pandemia? E mais: em tempos de pandemia e crise financeira… O calendário reformulado, no entanto, – que exigiu logísticas mirabolantes, viagens desgastantes e longos períodos longe do lar e das pessoas amadas – fez com que o grupo encontrasse casa, família e motivação nos próprios companheiros de peleja. E a certeza de que todos estavam ali lutando pelo mesmo objetivo e por algo maior para a instituição Chapecoense – muito além das ambições individuais – fez com que a fórmula do sucesso estivesse ao alcance das mãos e dos pés.
Não foi fácil chegar até aqui. Foi muito mais duro do que imaginávamos, aliás. Mas com trabalho, humildade, dedicação, união e, principalmente, com a FORÇA QUE VEM DE CIMA, a Chapecoense cumpriu a promessa. A Chapecoense – feita de pessoas para pessoas – retornou ao lugar do qual jamais deveria ter saído. É a Chape, do impossível, do surpreendente, da resiliência e da superação, novamente entre gigantes. Pode comemorar, torcedor. Pode comemorar, presidente! Com 66 pontos e com cinco rodadas de carimbamos o nosso passaporte. A nossa passagem de volta. O início de mais uma grande história.
A partida:

Após as derrotas de Juventude e CSA na 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, a Chapecoense iniciou a partida contra o Figueirense ciente de que uma vitória diante do rival da capital catarinense a confirmaria – matematicamente – na Série A de 2021 e não decepcionou o torcedor que, mesmo sem poder marcar presença na Arena Condá, enviou a energia e as vibrações que garantiram a flechada.
Superior desde o início do embate, o time alviverde chegou ao primeiro gol aos 21 do primeiro tempo, com Paulinho Moccelin: após jogada ensaiada na cobrança de escanteio, Matheus Ribeiro ficou com a bola, cruzou na área e o camisa 94, de cabeça, estufou as redes. A vantagem parcial do Verdão foi ampliada aos 20 da etapa complementar, com o zagueiro artilheiro Derlan. Na bola parada, Paulinho Moccelin mandou na área, o goleiro fez a defesa, mas no rebote, o defensor alviverde – com oportunismo de atacante – mandou para o gol e sacramentou o segundo. Aos 38, o time adversário diminuiu – após converter cobrança de pênalti – mas não foi o suficiente para tirar os três pontos, a vitória, e o acesso do Verdão.
Após a partida, o técnico Umberto Louzer relembrou o início do seu trabalho no clube e exaltou, ainda mais, a conquista. “Eu confesso que eu vim com uma fome de vencer, aceitando esse desafio e entendendo que ele era gigantesco. Acreditanto na oportunidade que também era gigante, acreditando no trabalho da equipe que veio comigo, de todo estafe que aqui eu encontrei. Aqui é um clube diferente. De fato, é uma família. Eu pude viver isso e o que eu procurei fazer foi resgatar o DNA da Chapecoense. Mostrar para o torcedor uma equipe que competia do início ao fim. Hoje é agradecer a todas as pessoas envolvidas e comemorar esse feito que a gente conquistou.
Com o acesso garantido, o Verdão volta a campo, agora, em busca do título. No próximo domingo (17), a equipe alviverde enfrenta o Vitória, às 16h, no Barradão.
Brasileirão Série A
Flamengo vence o Bahia e segue firme na vice-liderança do Brasileirão
O Flamengo somou mais três pontos na luta pelo topo do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Bahia por 2 a 0, neste domingo, no Maracanã, pela 12ª rodada. Com gols de Lucas Paquetá e Arrascaeta – que prestou homenagem ao ídolo do basquete Oscar Schmidt na comemoração –, o Rubro-Negro alcançou a quinta vitória consecutiva e se consolida na vice-liderança, com 23 pontos e um jogo a disputar, seis atrás do Palmeiras. O Bahia, com 20 pontos, ocupa o quinto lugar.
O jogo
O primeiro tempo teve o Mengão ditando o ritmo. Aos 17 minutos, Samuel Lino avançou pela esquerda e rolou para Pedro, que tirou do goleiro Léo Vieira e devolveu para Arrascaeta finalizar com precisão. O uruguaio, vestindo a camisa 14 em tributo a “Mão Santa”, simulou um arremesso de basquete para celebrar o tento.
A etapa final ganhou emoção aos 35 minutos. Em escanteio cobrado por Nico de la Cruz, Saúl desviou de calcanhar na primeira trave, deixando Paquetá livre para bater cruzado e selar o resultado.
Agenda pela Copa do Brasil
O Flamengo enfrenta o Vitória na quarta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.
O Bahia recebe o Remo no mesmo dia, às 19h (de Brasília), na Arena Fonte Nova.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Flamengo 2 x 0 Bahia | |
| Competição | Campeonato Brasileiro – 12ª rodada |
| Local | Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) |
| Data | 19 de abril de 2026 (domingo) |
| Horário | 19h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Arrascaeta e Leo Pereira (Flamengo) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Gols | Arrascaeta (17′ 1ºT – Flamengo)<br>Lucas Paquetá (35′ 2ºT – Flamengo) |
| Arbitragem | Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)<br>Assistentes: Daniel Paulo Ziolli (SP) e Andrey Luiz de Freitas (PR)<br>VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC) |
| Flamengo | Rossi, Alex Sandro, Leo Pereira, Léo Ortiz e Varela; Lucas Paquetá, Evertton Araújo (Saúl) e Arrascaeta (Nicolás de la Cruz); Samuel Lino (Bruno Henrique), Pedro (Everton Cebolinha) e Gonzalo Plata (Luiz Araújo).<br>Técnico: Leonardo Jardim |
| Bahia | Léo Vieira, Gilberto (Caio Alexandre), David Duarte, Ramos Mingo e Luciano Juba; Everton Ribeiro (Michel Araújo), Acevedo e Jean Lucas; Olivera (Sanabria), William José (Everaldo) e Erick Pulga (Ademir).<br>Técnico: Charles Hembert |
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