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TIMES DA SÉRIE A

BRASILEIRÃO 2025

Brasileirão Série A

Confira a análise tática do Flamengo e Sport contra o próximo jogo

Pelo Rubro-negro Carioca, Domènec Torrent está de volta após se recuperar de Covid-19 e com decisões importantes a serem tomadas, enquanto no Pernambucano Jair Ventura vive ponto alto

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Flamengo e Sport se enfrentam quarta-feira, às 19h15, no Maracanã, pela 14ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Com ambas as equipes no G-6, separadas por apenas um ponto, a expectativa é por um bom jogo no Rio de Janeiro. E cada uma delas se apega a questões táticas diferentes.

Flamengo

Foto: Twitter Flamengo Oficial

O Flamengo passa por um período de reconstrução. Os 15 jogos sob o comando de Domènec Torrent não foram suficientes para a transição completa que ele propõe entre suas ideias e as de Jorge Jesus.

O surto de Covid no grupo rubro-negro também travou sua possibilidade de avanços.

O time ainda é mais individual que coletivo, já é possível observar as diferenças conceituais entre os treinadores, mas a aplicação carece de aprimoramento. Não é um defeito no trabalho do treinador, apenas consequência do aperto no calendário, que restringe os treinamentos e diminui a adaptação dos jogadores a nova plataforma de jogo, dificultando a automatização dos movimentos.

Apesar da mudança de filosofia, o melhor elenco do país minimiza os impactos da escassez de tempo para trabalhar e acelera a compreensão de um novo jeito de jogar.

Diante das necessidades, o Flamengo também mostrou sua força na formação de atletas e, em uma sequência de aguardada turbulência, com vários jogadores diagnosticados com o novo coronavírus, surgiram garotos com potencial de grande utilidade na temporada.

O time acaba de sair desse período e já mergulha na obrigação de ceder atletas para seleções nacionais e precisará se reinventar na temporada novamente.

Contra o Sport, o time carioca entrará em campo sem Isla, Rodrigo Caio, Éverton Ribeiro e Arrascaeta, além de Gabigol, machucado.

O grande desafio agora é manter o bom nível ofensivo sem contar com duas peças primordiais no setor criativo: Éverton e Arrascaeta.

O uruguaio passou a jogar mais centralizado, por trás do centroavante e voltou ao seu mais alto nível de atuação, distribuindo o jogo, achando os atacantes e sobrando em grandes atuações recentes.

Já Éverton Ribeiro mostrou no segundo tempo diante do Athletico, na última rodada do Brasileirão, todo o seu poder de interferência na partida. O jogador entrou no intervalo e transformou um time lento, sem soluções e inofensivo em uma equipe intensa, com repertório e agressiva.

Sem essas peças, o Flamengo tem duas opções: Dome, curado da Covid, pode apostar em um meio com Arão, Thiago Maia, Gérson e Diego, investindo em uma proposta mais técnica, com bons passadores, valorizando a circulação para acionar Pedro e Bruno Henrique na frente; ou, sem Diego, jogar com Lincoln aberto pela direita para ser mais impetuoso e mexer menos em sua estrutura.

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O grande desafio da partida para o Flamengo será o de criar desajustes na marcação em um time de alta evolução defensiva, que não se incomoda em defender sua própria área, mas que sabe o que fazer com a bola nos pés. Talvez, por isso, ter um meio de campo com maior percentual de passes certos seja melhor do que ter contundência pelo lado.

Destaques:

  • Pedro – Centroavante habilidoso e de boa técnica, eleva o nível de construção de jogadas da equipe. Pedro auxilia na conexão entre os meias e pontas, retém a bola para maior aproximação dos companheiros e tem o faro de gol de um autêntico camisa 9. Esse ano, em 27 partidas, já balançou as redes 12 vezes, marcando em todos os últimos quatro jogos.
  • Thiago Maia – Volante de altíssima qualidade no passe, gera intensidade na saída variando passes curtos e longos e aumenta o poder de marcação na frente da área, inclusive dando maior tranquilidade aos laterais para escapadas ofensivas.
  • Bruno Henrique – No início do Brasileirão não vinha tendo as rotineiras grandes atuações que marcam a sua trajetória no clube, mas já deu respostas positivas quando voltou do departamento médico e marcou três gols nos dois últimos jogos.

Sport

Nesse Brasileirão, ninguém mudou tanto quanto o Sport. De uma equipe em contagem regressiva para o rebaixamento para um time forte, competitivo e organizado. A explicação para a evolução tem nome e sobrenome: Jair Ventura.

É claro que o sucesso de um treinador depende das ações em campo e os jogadores do Sport compraram e assimilaram as ideias do novo comandante.A estrutura de jogo se baseia no bloqueio defensivo, seja quando se retrai em seu próprio campo, no “perde-pressiona” avançado ou quando adianta suas linhas para diminuir espaço no início das jogadas do adversário, o time de Jair se comporta com organização e compactação, com movimentos coletivos.

É comum ver jogador que tem a bola dominada do time rival cercados por três rubro-negros, um diminuindo espaço, outro na sobra para evitar dribles e um terceiro fechando linha de passes, sem gestos aleatórios, que geram desarrumação.

Esse número elevado de cruzamentos facilita o jogo da dupla de zaga.

Maidana e Adryelson são fortes nesse fundamento e, exceto no segundo tempo contra o Bahia, costumam ser dominantes no cabeceio.

Na fase ofensiva a equipe também busca aproximações, criando o jogo apoiado e reduzindo a possibilidade de erros de passes.

A compensação por falta de maior qualidade individual é dada com organização.

O Sport saiu da penúltima para a 5ª colocação; deixou de ser um time lento e ganhou intensidade; passou de uma equipe com erros que se repetiam rodada a rodada e ganhou uma grande regularidade positiva; e, de um time que não havia conseguido virar nenhum placar na temporada, passou a ser o que não perde depois de abrir a contagem.

O desafio contra o Flamengo é reduzir o poder de fogo de uma equipe criativa e que gera muitas finalizações, sendo fundamental ocupar espaços na intermediária para reduzir a aceleração do jogo e ampliar o índice de erros de passes da equipe carioca, quebrando as conexões entre os principais jogadores de ataque.

O caminho ainda é longo e as dificuldades irão aparecer, mas o mero figurante está virando protagonista na Série A.

Destaques:

  • Thiago Neves – Foram só duas partidas incompletas, mas o jogador vem se mostrando confortável na equipe. Em campo, o meia vem atuando como um segundo atacante, por trás do centroavante, com liberdade de movimentos, mas aparecendo prioritariamente pela direita e infiltrando na área para finalizações. Na última rodada, deu sua primeira assistência em cobrança de falta lateral na cabeça do volante Marcão.
  • Luan Polli – O goleiro ganhou a titularidade no segundo jogo de Jair Ventura e vem correspondendo. Nos dois momentos mais complicados da equipe, segundo tempo contra o Fluminense e contra o Bahia, Polli fez grandes defesas e salvou, saindo de campo como o melhor jogador desses dois confrontos.
  • Marcão – Esquecido no elenco, o volante retornou ao clube no ano passado e teve poucas oportunidades. É verdade que o próprio atleta não conseguia ter bons rendimentos, mas voltou ao time no intervalo da partida contra o Palmeiras, cresceu, se firmou, e de lá pra cá, em três jogos e meio, o Leão sofreu apenas um gol. Contra o Bahia ainda foi o autor do segundo gol da equipe.

 

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Botafogo

Botafogo tropeça em casa e empata com Coritiba na 11ª rodada do Brasileirão

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O Botafogo desperdiçou a oportunidade de somar a terceira vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro ao empatar em 2 a 2 com o Coritiba, neste domingo, no Nilton Santos. Danilo e Arthur Cabral marcaram para o Glorioso, enquanto Breno Lopes e Lavega garantiram o ponto para o Coxa, aproveitando erro de Villalba.

Com o resultado, o Botafogo ultrapassa Grêmio, Vasco, Inter e Santos, chegando à 11ª colocação com 13 pontos. O Coritiba mantém o 7º lugar, agora com 16 pontos.

O j0ogo

O jogo começou agitado. Aos 9 minutos, Arthur Cabral testou Pedro Rangel de fora da área. Aos 13, Jordan Barrera finalizou fraco pela esquerda. Aos 31, Alexander Barboza cabeceou perto, mas para fora.

O Coritiba abriu aos 33: Josué lançou Breno Lopes, que bateu cruzado no canto de Raul. No segundo tempo, Botafogo empatou aos 10 com golaço de Danilo, que driblou Gómez e chutou no ângulo. Aos 11, Barrera desperdiçou. Aos 24, Jhoan Hernández saiu lesionado com suspeita de concussão.

A virada veio aos 31: Caio Roque cruzou, Edenílson desviou e Arthur Cabral completou de perto. Mas aos 33, Villalba errou interceptação em cruzamento, e Lavega finalizou na saída de Raul para igualar. O Botafogo pressionou no fim, sem sucesso.

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Próximos jogos

Botafogo
Racing x Botafogo (Sul-Americana)
15/04 (quarta), 19h (Brasília)
Estadio Presidente Juan Domingo Perón

Coritiba
Coritiba x Atlético-MG (Brasileirão)
19/04 (domingo), 16h (Brasília)
Couto Pereira

FICHA TÉCNICA
Botafogo 2 x 2 Coritiba
Competição Campeonato Brasileiro
Local Nilton Santos, Rio de Janeiro (RJ)
Data 12 de abril de 2026 (domingo)
Horário 16h (de Brasília)
Cartões amarelos Vitinho e Barboza (Botafogo); Wallisson, Pedro Rangel, Thiago Santos e Jacy (Coritiba)
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Davi de Oliveira Lacerda (ES)
Assistentes Douglas Pagung (ES) e Pedro Amorim de Freitas (ES)
VAR Diego Pombo López (BA)
Gols Breno Lopes, aos 33′ do 1ºT (Coritiba); Danilo, aos 10′ do 2ºT (Botafogo); Arthur Cabral, aos 31′ do 2ºT (Botafogo); Lavega, aos 33′ do 2ºT (Coritiba)
Botafogo Raul; Vitinho (Chris Ramos), Bastos, Barboza e Jhoan Hernández (Caio Roque); Danilo, Medina e Montoro (Edenílson); Santi Rodríguez (Villalba), Barrera (Matheus Martins) e Arthur Cabral – Técnico: Franclim Carvalho
Coritiba Pedro Rangel; Tinga, Maicon (Tiago Coser), Jacy Maranhão e Bruno Melo (Felipe Jonatan); Vini Paulista (Wallisson), Gómez (Thiago Santos), Josué; Lucas Ronier, Breno Lopes (Joaquin Lavega) e Pedro Rocha (Renato Marques) – Técnico: Fernando Seabra
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