Copa do Mundo
Canadá faz 1º gol da sua história na Copa, mas toma virada da Croácia
O resultado desta partida elimina os canadenses com uma rodada de antecipação e deixa os vice-campeões mundiais a um empate da classificação.
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Na quinta partida da sua história em Mundiais, o Canadá conseguiu seu 1º gol
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Virada croata provocou a emissão precoce dos canadenses
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Atuais vice-campeões tolerados um confronto direto com a Bélgica por vaga
Croácia 4 x 1 Canadá
Gols: Alphonso Davies (2 min do 1º tempo e 25 min do 2º tempo), pelo Canadá; Andrej Kramaric (36 min do 1º tempo e 25 min do 2º tempo), Marko Livaja (44 min do 1º tempo) e Lovro Majer (49 min do 2º tempo), pela Croácia.
Um dos países-sedes da próxima edição da Copa do Mundo fifa, em 2026, o Canadá conseguiu neste domingo (27.11) cumprir uma das suas metas no Qatar. Depois de quatro partidas em branco, anotou seu primeiro gol na história do torneio. Só que o objetivo não foi completo. No final, a seleção representante da Concacaf não conquistou a vantagem construída logo no início do jogo e, ainda no primeiro tempo, levou a virada da Croácia, atual vice-campeã mundial.
O resultado tirou dos canadenses a briga pela classificação no Grupo F. Com duas derrotas nas duas primeiras rodadas, eles apenas cumprirão a tabela na próxima quinta-feira, contra Marrocos.
Mesmo assim, o saldo de sua participação é bem positivo e as perspectivas para o próximo Mundial, melhores ainda. Na volta à competição de 26 anos, fez jogo duro (e foi melhor, durante boa parte das partidas) contra duas forças importantes da Europa, Bélgica e Croácia.
São elas que fazem o outro jogo da rodada que encerra o grupo. A vantagem é dos croatas, que somam quatro pontos e dependem só do empate para seguir em frente. Já a Bélgica terá de sair de campo vitoriosa para ter certeza da classificação. Caso empate, terá de torcer pelo Canadá no confronto com os marroquinos.
Momento chave

O Canadá não apenas liderava o placar, como estava relativamente confortável na partida, sem ser muito incomodado pelo ataque croata. Eis que, aos 36 minutos do primeiro tempo, Ivan Perisic sentiu uma falha de posicionamento da defesa adversária e encontrou Andrej Kramaric completamente livre para chutar cruzado e começar a construir o caminho da virada.

O gol de Alphonso Davies, o primeiro da história do Canadá em Mundiais, foi marcado logo no segundo minuto da partida (o tempo oficial ainda está sujeito a confirmação da FIFA) e é o mais rápido dos 65 já anotados no Qatar-2022.
Craque do jogo

Se a Croácia conseguiu uma virada sobre o Canadá e assumiu a liderança da chave, boa parte da responsabilidade pode ser creditada a Andrej Kramaric . Remanescente do tempo vice-campeão mundial de 2018, o atacante do Hoffenheim marcou dois gols e fatutou o BUDWEISER JOGADOR DA PARTIDA.
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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