Brasileirão Série A
Palmeiras empata com Fortaleza no Castelão
Pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, o líder Palmeiras foi enfrentar o lanterna Fortaleza neste domingo (10), no Castelão. As equipes empataram sem gols e, com isso, o Alviverde volta a São Paulo com 30 pontos, um a mais em relação ao novo vice-líder, Corinthians, com 29. Um fato que chamou a atenção foi que, aos 44 do segundo tempo, quando o Palmeiras atacava com todas as suas forças, o prélio esfriou devido a uma queda de energia, que gerou paralização. A arbitragem aguardou os 30 minutos previstos no regulamento e, devido ao fato de o jogo já estar nos acréscimos, pôde encerrar a peleja.
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Com o resultado, o Palmeiras defendeu sua invencibilidade como visitante – é o único do Brasileirão que não perdeu fora de casa na atual edição: em oito jogos, conquistou 16 dos 24 pontos possíveis, com quatro vitórias (Juventude, Santos, Coritiba e São Paulo) e, agora, quatro empates (Goiás, Flamengo, Avaí e Fortaleza).
Vale lembrar que o Palmeiras também é o time que emplacou a maior série invicta já registrada neste Brasileirão até aqui (entre a 2ª e 14ª rodada), de 13 jogos consecutivos sem conhecer revés. Aliás, o Alviverde figura como a equipe menos perdeu na atual edição, com derrotas apenas (Ceará, na 1ª rodada, e Athletico-PR, pela 15ª, ambas em casa) – neste quesito, divide o posto com o Atlético-MG e Internacional; além disso, o Verdão também é o time que mais venceu no Brasileirão 2022, com oito vitórias, ao lado do Athletico-PR, Corinthians e Fluminense.
E pelo fato de não ter sofrido gol, o Maior Campeão do Brasil manteve o posto de melhor defesa isolada do certame (12 gols sofridos, seguido do Corinthians, com 14); além disso, mesmo não indo às redes nesta noite, segue sendo, isoladamente, o dono do melhor ataque (27 gols marcados até aqui, três a mais do que o Atlético-MG, com 24, segundo no quesito).
Os clubes vivem momentos distintos na tabela. Mas contra o adversário da vez, especificamente, o Palmeiras é superior no retrospecto geral: 18 jogos, com sete triunfos alviverdes, cinco empates, seis vitórias do Fortaleza, 37 gols a favor do Verdão e 19 para o adversário, sendo que todos os duelos entre as equipes foram pelo Brasileirão.
Apesar do baixo número de confrontos no geral (18), o time cearense aparece com destaque na trajetória do Maior Campeão do Brasil. Afinal, foi diante do Fortaleza que o Palmeiras conquistou o primeiro de seus dez títulos brasileiros: em 1960, nas finais da Taça Brasil, o primeiro jogo, disputado no dia 22 de dezembro, em Fortaleza, e que foi também o primeiro encontro entre os rivais na história, terminou 3 a 1 para o Palmeiras (dois gols de Romeiro e um de Humberto Tozzi), enquanto o duelo de volta, no Pacaembu, em 28 de dezembro, terminou com goleada verde e branca por 8 a 2 (gols de Zequinha, Chinesinho duas vezes, Romeiro, Julinho Botelho, Cruz duas vezes e Humberto Tozzi) – o jogo que valeu o título ao time esmeraldino também ficou marcado como a maior goleada da história das finais de Campeonato Brasileiro.
ASPECTOS INDIVIDUAIS
Individualmente, o meia Gustavo Scarpa chegou ao seu jogo de número 209 pelo Verdão e, com isso, igualou o número de jogos do ex-volante Corrêa e, assim, passou a integrar o Top 10 de jogadores do clube mais entrou em campo neste século, ao lado de Corrêa – ambos estão atrás só de passando a ficar atrás só de Marcos Rocha (9º, com 213 jogos); Felipe Melo (8º, com 225); Weverton (7º, com 242); Valdivia (6º, com 241); Márcio Araújo (5º, 252); Willian Bigode (4º, 253); Fernando Prass (3º, 274); Dudu (2º, 374); e Marcos (1° com 392 jogos só no Século XXI – ou seja, a partir do início do ano de 2001).
Por sua vez, o goleiro Weverton passou mais uma partida sem sofrer gol pelo Verdão, das 242 que disputou pelo clube. Com isso, chegou a 122 jogos limpos, superando as 121 de Oberdan Cattani – e agora o atual camisa 21 se isolou no Top 5 de goleiroscom mais jogos sem sofrer gol pelo Palmeiras, e, nessa lista, está atrás só de Marcos (4º, com 149 jogos limpos – incluindo seus jogos sem ser vazado no Século XX); Valdir de Morais (3º, 156 clean sheets); Velloso (2º, com 186); e Emerson Leão, recordista (com 308).
Os feitos individuais se estenderam, neste domingo, inclusive à comissão técnica. Em sua partida de número 135 pelo clube (sendo, com isso, o décimo no Top 10 dos técnicos que mais dirigiram o Verdão na história e o terceiro dentre os estrangeiros), Abel Ferreira chegou ao seu 62° duelo só pelo Brasileirão, subindo uma posição na lista dos técnicos com mais jogos disputados só pela competição nacional na história do clube: foi de 7° a 6° treinador mais frequente neste quesito. O feito torna-se ainda mais especial devido ao nome igualado por Abel nesta noite: foi o ex-técnico Dudu, ídolo também como jogador em 17 anos nos quais defendeu o Verdão, fazendo inesquecível dupla ao lado de Ademir da Guia.
À frente de Abel e Dudu, ambos com 62 jogos na 6ª posição da lista de técnicos, estão apenas Cuca (5º, com 63 jogos); Rubens Minelli (4º, com 65); Oswaldo Brandão (3º, 185); Vanderlei Luxemburgo (2º, 147); e Luiz Felipe Scolari (Felipão lidera o ranking com 203 jogos pelo Brasileirão no Palmeiras).
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Luan, Murilo e Piquerez; Danilo, Zé Rafael (Atuesta, aos 33’/2ºT) e Gustavo Scarpa; Wesley (Breno Lopes, aos 20’/2ºT), Dudu (Raphael Veiga, aos 20’/2ºT) e Rony (Gabriel Silva, aos 33’/2ºT). Técnico: Abel Ferreira.
Cartão amarelo: Rony.
Atlético-MG
Atlético-MG vence o Cruzeiro de virada e avança às semifinais da Copa do Brasil
O Atlético-MG derrotou o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, nesta terça-feira (01.09), na Arena MRV, e garantiu a classificação para as semifinais da Copa do Brasil. Com o resultado, o Galo fechou o confronto com vantagem de 3 a 2 no placar agregado.
O jogo
O Cruzeiro saiu na frente ainda no primeiro tempo. Aos 29 minutos, Kaio Jorge sofreu pênalti após ser empurrado por Vitão dentro da área. O atacante cobrou com precisão e acertou o ângulo esquerdo do goleiro Everson, colocando a equipe celeste em vantagem.
Antes do gol, o Atlético-MG já havia criado boas oportunidades. Mateo Cassierra acertou a trave em cobrança de falta, enquanto Otávio fez uma defesa à queima-roupa para evitar o empate. O Cruzeiro também levou perigo, com finalização de Matheus Pereira que passou próxima à trave.
Na segunda etapa, o Atlético voltou mais ofensivo e passou a pressionar o adversário. Aos 32 minutos, Victor Hugo recebeu passe de Fred dentro da área e bateu de pé direito para deixar tudo igual.
Pouco depois, o Galo quase virou em uma finalização de Victor Hugo que explodiu na trave. A recompensa veio aos 42 minutos. Após troca de passes na entrada da área, Fred recebeu de Victor Hugo e finalizou de primeira, no canto direito de Otávio, para marcar o gol da virada.
O Cruzeiro ainda tentou buscar o empate nos minutos finais, mas encontrou dificuldades para sair do campo de defesa. A situação ficou ainda mais complicada aos 15 minutos, quando Lucas Villalba recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.
Com um jogador a menos, a equipe celeste não conseguiu reagir. O Atlético-MG administrou a vantagem até o apito final e confirmou a vaga entre os quatro melhores da competição.
O Galo terminou a partida com 24 finalizações, sendo 11 no gol, contra 13 do Cruzeiro, com cinco na direção da meta. A equipe também teve maior posse de bola no segundo tempo e controlou as ações após a virada.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Partida | Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro |
| Competição | Copa do Brasil – quartas de final (jogo de volta) |
| Local | Arena MRV, em Belo Horizonte (MG) |
| Data | 1 de setembro de 2026 (terça-feira) |
| Horário | 21h (de Brasília) |
| Gols | Kaio Jorge, aos 30′ do 1ºT (Cruzeiro); Victor Hugo, aos 32′ do 2ºT (Atlético-MG); Fred, aos 43′ do 2ºT (Atlético-MG) |
| Cartões amarelos | Natanael (Atlético-MG); Otávio, Kaio Jorge, Villalba, Arroyo e Romero (Cruzeiro) |
| Cartões vermelhos | Villalba (Cruzeiro) |
| Árbitro | Raphael Claus (SP) |
| Assistentes | Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR) |
| VAR | Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP) |
| Atlético-MG | Everson; Natanael (Gustavo Scarpa), Ruan Tressoldi (Vitão), Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco (Alan Minda), Kevin Castaño e Fred; Cuello, Bernard (Victor Hugo) e Cassierra (Reinier). Técnico: Eduardo Domínguez |
| Cruzeiro | Otávio, Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus (João Marcelo) e Villalba; Gerson (Matheus Henrique), Lucas Romero e Matheus Pereira (Gabriel Rojas); Arroyo, Wesley (Kenji) e Kaio Jorge (Villarreal). Técnico: Artur Jorge |
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