Pesquisar
Close this search box.

TIMES DA SÉRIE A

BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

Ancelotti projeta estreia do Brasil, exalta Marrocos e evita apontar favorito na Copa

Publicados

em

Às vésperas da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti tratou de temas centrais da preparação em entrevista coletiva. O técnico comentou a convocação de Ederson para o lugar de Wesley, analisou o momento de Neymar, falou sobre o equilíbrio entre as seleções candidatas ao título e reforçou a necessidade de atenção máxima diante de Marrocos, adversário deste sábado, às 19h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Ancelotti explicou que a troca no elenco foi motivada pela lesão muscular de Wesley, que o tirou da competição antes mesmo da estreia. Segundo o treinador, a escolha por Ederson levou em conta o desenho do grupo e a necessidade de manter o equilíbrio entre os setores. Ele afirmou que não gosta de fazer cortes, mas considerou a decisão inevitável diante da gravidade da contusão.

Ao falar sobre Marrocos, semifinalista da última Copa do Mundo, o italiano adotou um tom de respeito e pediu uma atuação completa da equipe brasileira. Para ele, o adversário africano tem organização, qualidade e capacidade de criar problemas em qualquer momento da partida. Ancelotti também destacou o trabalho feito nas bolas paradas durante os treinos em Nova Jersey, ressaltando que o fundamento pode ser decisivo em um jogo de estreia.

Questionado sobre o estilo de jogo que pretende implementar, o treinador afirmou que a posse de bola é importante, mas não deve ser vista como prioridade absoluta. Na avaliação dele, o mais relevante é o controle real da partida, com solidez tanto com a bola nos pés quanto sem ela. Ancelotti também reforçou a confiança no elenco, que considera preparado para enfrentar qualquer seleção do torneio.

O técnico ainda comentou a pressão natural de disputar uma Copa do Mundo e disse que a preocupação faz parte do trabalho de qualquer comandante. Para ele, esse tipo de tensão ajuda a manter o grupo em alerta e focado. Na reta final da coletiva, Ancelotti evitou cravar um favorito isolado ao título, mas apontou a Espanha entre as principais candidatas e classificou a competição como bastante equilibrada.

O Brasil estreia neste sábado contra Marrocos, pelo Grupo C, que também tem Haiti e Escócia. A Seleção tenta começar a caminhada no Mundial com vitória e dar o primeiro passo na busca pelo hexacampeonato.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Copa do Mundo

Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

Publicados

em

Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot

O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni
COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

FLAMENGO

CORINTHIANS

SÃO PAULO

PALMEIRAS

MAIS LIDAS DA SEMANA