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TIMES DA SÉRIE A

BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

Confiança e eficiência são os segredos de Deschamps para uma possível segunda final

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Treinador da França, Didier Deschamps

Vittorio Pozzo conquistou duas Copas do Mundo seguidas à frente da Itália na década de 1930. Didier Deschamps está a dois jogos de repetir o feito com a França. Só não espere ouvi-lo insistir nessa possibilidade.

Quando o assunto surgiu durante uma entrevista à FIFA antes da semifinal contra o Marrocos, nesta quarta-feira, a resposta do técnico francês foi relativamente breve. “É um grande homem que realizou algo grande. Bom para ele”, disse Deschamps. “Se você quiser fazer uma comparação, eu só [cheguei] às semifinais por enquanto. precisamos pensar sobre a semifinal com o Marrocos.”

A réplica é compreensível, mas o técnico de 54 anos evidentemente conta com mais atos do que erros: campeão mundial como jogador em 1998; campeão mundial como treinador em 2018; e agora novamente na briga por um lugar na final no Qatar. Aliás, a França é o primeiro campeão mundial a chegar às semifinais desde o Brasil em 1998.

Perguntado se está fazendo a coisa certa, Deschamps o incentivou para a criação de uma boa dinâmica fora de campo. “Passo bastante tempo com a minha comissão, então eu converso com os meus jogadores coletivamente e individualmente”, explicou ele.

“Para mim, o mais importante é manter todo o mundo dentro dessa dinâmica e passar bastante tempo com os jogadores que não participam. Às vezes conversamos, outras vezes fazemos reuniões. Também temos conversas durante o dia. Eu não tenho um escritório onde posso recebê-los um a um, então temos uma relação alicerçada na confiança, que é importante existir entre os jogadores e eu.”

Os jogadores de Deschamps concordaram. “Falando de maneira geral, eu acho que ele é um treinador que faz de tudo para que os jogadores se sintam à vontade”, afirmou o zagueiro Jules Koundé.

“Quanto à sua abordagem, ele é claro quanto ao que espera de cada jogador. Isso permite que os jogadores se sintam integrados, seja jogando muito ou pouco. Temos especialmente uma ideia clara do que o treinador espera de nós, então eu acho que esse é um dos seus pontos fortes.”

O zagueiro Raphael Varane também elogiou o técnico francês. “Para mim, a maior qualidade do Didier como técnico é a capacidade de formar um grupo, de usar as qualidades de todos em prol de uma meta coletiva, além de colocar o tempo acima de tudo e usar as suas qualidades rumo à meta coletiva” , analisou Varane.

O que Deschamps busca acima de tudo, ao que parece, é eficiência. Esta certamente é uma maneira de retomar a suada vitória nas quartas de final contra uma Inglaterra que esteve melhor durante a boa parte do segundo tempo, antes do gol da vitória marcada por Olivier Giroud aos 12 minutos do fim do tempo regulamentar.

“Sempre há momentos importantes e decisivos”, disse ele. “Obviamente quando o time marca gol, mas há outros momentos quando o time enfrenta dificuldades, e você deve ser eficiente. O futebol é uma questão de eficiência. Quando chegamos à zona ofensiva e também à zona defensiva, uma grande equipe deve ser capaz de atacar corretamente e de defender corretamente.”

O adversário da França na semifinal é o Marrocos, que ostenta a melhor defesa do torneio com apenas um gol sofrido – e ainda assim, um gol contra.

“Os marroquinos têm um tempo que defendem muito bem, mas não são só defensivos, do contrário não conseguiram chegar às semifinais”, disse Deschamps.

“Eles também têm algumas armas ofensivas, mas com uma base defensiva, que é bem organizada e bastante racional. Com isso eles têm habilidade, porque os jogadores de ataque como (Youssef) En-Nesyri, [Hakim] Ziyech ou [Sofiane] Boufal podem criar problemas para os adversários. Eles dominam a sua arte, assim como qualquer outra grande equipe que está nas semifinais. 

“O Marrocos certamente é o melhor time em termos de defesa, embora, conforme eu disse, os marroquinos estão aqui porque também conseguem fazer gols.”

Em suma, um grande obstáculo aguarda os franceses no Estádio Al Bayt – e as comparações com Vittorio Pozzo também podem esperar mais um pouco.

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Copa do Mundo

Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

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O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni
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