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BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

França e Inglaterra disputam terceiro lugar da Copa do Mundo após queda nas semifinais

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França e Inglaterra se enfrentam neste sábado (18), em Miami, pela disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026. A partida está marcada para as 16h (horário de Brasília), no Miami Stadium, e coloca frente a frente duas seleções que chegaram ao Mundial com o objetivo de disputar a final, mas acabaram eliminadas na penúltima fase.

O confronto pelo bronze costuma ser tratado como uma tarefa difícil para as comissões técnicas, principalmente pela necessidade de motivar jogadores que ainda lidam com a frustração de não estarem na decisão. A final será disputada no domingo, entre Argentina e Espanha.

A Inglaterra esteve próxima da vaga na decisão. A equipe chegou a abrir 1 a 0 sobre a Argentina, mas sofreu a virada nos minutos finais, com gols de Enzo Fernández e Lautaro Martínez. O resultado ampliou a longa espera dos ingleses por um grande título: a única conquista da seleção em Copas do Mundo ocorreu em 1966.

O técnico Thomas Tuchel reconheceu a dificuldade de preparar o elenco para a disputa pelo terceiro lugar. Após a eliminação, o treinador afirmou que nenhum jogador inglês ou francês gostaria de estar em campo nessa partida.

A França também chega ao duelo ainda tentando absorver o impacto da eliminação. A seleção era apontada por boa parte da imprensa e dos analistas como uma das principais candidatas ao título, especialmente após vencer o Marrocos por 2 a 0 nas quartas de final e apresentar boas atuações ao longo da competição.

Na semifinal, porém, os franceses perderam por 2 a 0 para a Espanha, que conseguiu controlar a posse de bola e limitar o poder ofensivo do adversário. A equipe contava com um ataque formado por Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise e Bradley Barcola.

O técnico Didier Deschamps, que fará sua última partida no comando da seleção francesa, destacou a responsabilidade de representar o país mesmo em um momento de decepção.

“Não é o jogo que queríamos, mas existe um dever quando se veste esta camisa”, afirmou o treinador, que também ressaltou o compromisso da equipe com os milhões de torcedores franceses.

As condições climáticas de Miami, com calor e umidade, também podem influenciar a estratégia das equipes. Deschamps confirmou que fará mudanças na escalação, alegando que alguns jogadores não estão disponíveis e mencionando outros motivos que preferiu não detalhar. Os treinadores ainda podem aproveitar a partida para dar oportunidade a atletas que tiveram poucos minutos durante o torneio.

Apesar do desgaste provocado por cinco semanas de competição, França e Inglaterra têm jogadores acostumados a decisões e grandes desafios. Mbappé e Dembélé foram campeões mundiais em 2018 e vice-campeões em 2022, enquanto Harry Kane e Jude Bellingham acumulam conquistas importantes por seus clubes, embora ainda não tenham levantado troféus com a seleção inglesa.

A partida também terá impacto na disputa pela Chuteira de Ouro. Mbappé soma oito gols e ainda pode alcançar Lionel Messi, que lidera o ranking pelo critério de desempate: o argentino tem quatro assistências, contra três do francês. Kane e Bellingham aparecem com seis gols e uma assistência cada e também mantêm chances matemáticas de brigar pela artilharia.

Para além da medalha de bronze, o duelo representa a última oportunidade para as duas seleções encerrarem a campanha com uma vitória e deixarem o torneio de cabeça erguida.

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Copa do Mundo

Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

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O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni
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