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BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

Goleiros são destaque no caminho às semifinais da Copa no Catar

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Os semifinalistas da Copa do Mundo FIFA de 2022, no Qatar, mergulharam fundo nas reservas de resiliência, bravura e autoconfiança para se posicionarem a dois jogos da imortalidade esportiva. A fim de alcançarem esse estágio da competição, é claro que as equipes também precisaram que os seus principais jogadores comparecessem; mas Argentina, Croácia, França e Marrocos viram os seus fantásticos goleiros protagonizarem momentos de brilhantismo para manterem vivos os sonhos da torcida O FIFA+ direciona os holofotes para os homens que buscam o prêmio mais cobiçado do futebol jogando entre as traves.

Emiliano Martinez – Argentina

Idade: 30 anos Jogos pela seleção: 24 Jogos sem ser vazado no Qatar: 2 Gols sofridos: 5 Emiliano Martínez ostenta diversos atributos técnicos de alto nível, mas foram o carisma contagiante e a paixão visceral pela Albiceleste que o transformaram em herói cultuado na sua terra natal. O status foi sedimentado durante o triunfo argentino na Copa América de 2021. Martínez defendeu três cobranças na semifinal decidida nos pênaltis – o falatório incessante parece ter desestabilizado os batedores colombianos – e teve uma atuação impecável na famosa vitória por 1 a 0 na decisão contra o Brasil no Maracanã. Martínez reforçou a sua marca novamente no Qatar, registrando um desempenho vitorioso e liderando ativamente a última linha da defesa. A reputação como especialista em pênaltis só cresceu nas quartas de final contra a Holanda, com belas defesas nas cobranças de Virgil van Dijk e Steven Berghuis na vitória da Scaloneta.

O número

Martínez só perdeu uma vez nas 24 partidas que disputou com a camisa da Argentina, surpreendida pela Arábia Saudita por 2 a 1 na estreia pela fase de grupos.

Você sabia?

O apelido de Martínez é “Dibu” pela suposta semelhança com a personagem de animação do seriado argentino Mi Familia es un Dibujo (Minha família é um desenho).

O que eles disseram

“Emi é um fenômeno. Ele é um dos melhores goleiros do mundo.” Lionel Messi

Dominik Livakovic – Croácia

Idade: 27 anos Jogos pela seleção: 39 Jogos sem ser vazado no Qatar: 2 Gols sofridos: 3 Em 2018, Dominik Livakovic mostrou entusiasmo no banco croata quando o goleiro Danijel Subasic foi o herói do país nas decisões por pênaltis contra Dinamarca e Rússia no Mundial. Livakovic assumiu o posto com louvor na Copa do Qatar. O jogador do Dínamo de Zagreb brilhou nas vitórias sobre Japão e Brasil nos mata-matas. Nos dois desempates por penais, só três das oito cobranças conseguiram passar por ele. Mesmo excetuando-se o drama dos pênaltis, Livakovic pode ser considerado o maior destaque individual da Croácia no torneio até aqui, com uma série de defesas impressionantes. As intervenções atléticas de Livakovic contribuíram para frustrar os craques do ataque brasileiro ao longo do emocionante encontro pelas quartas de final. De fato, as suas 11 defesas representam o maior número registrado por um goleiro em duelos de Copa do Mundo desde 2014.

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O Número

A atuação de Livakovic diante do Brasil fez dele apenas o 15º jogador a receber nota 10 do prestigiado diário esportivo francês L’Équipe.

Você sabia?

Livakovic foi o único atleta que atua em um clube do próprio país presente na equipe que começou jogando pela Croácia nas quartas de final.

Quote

“Dominik é um goleiro fantástico e está no auge da forma. Ele foi o diferencial contra o Brasil. Ele estava lá para nos salvar.” Zlatko Dalic

Hugo Lloris – França

Idade: 35 anos Jogos pela seleção: 143 Jogos sem ser vazado no Qatar: 0 Gols sofridos: 5 Com vasta experiência, Hugo Lloris leva tranquilidade, autoridade e qualidade a um elenco francês recheado de talentos de primeira classe. E o goleiro já fez história no Qatar, superando o campeão mundial de 1998 Lilian Thuram como o jogador que mais vezes representou a França dentro dos gramados. O jogador do Tottenham alcançou a marca na tensa vitória de 2 a 1 sobre a Inglaterra nas quartas de final, em que toda a sua habilidade esteve à mostra com defesas vistosas nos chutes do companheiro de clube Harry Kane e de Jude Bellingham em cada uma das metades da partida.

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Agora, Lloris espera se tornar o primeiro jogador a capitanear o seu país em duas conquistas mundiais consecutivas.

O número

Lloris registra impressionantes 62 jogos sem sofrer gols nas 143 ocasiões em que entrou em campo pela França.

Você sabia?

O irmão mais novo de Lloris, Gautier, joga profissionalmente no Le Havre, da segunda divisão francesa. Ele tem 27 anos e representou a França na seleção sub-17

O que eles disseram

“Hugo é o coração e a alma da nossa equipe. É um feito incrível [bater o recorde de jogos disputados pela França]. Ele vai entrar para a história e tenho muito orgulho dele.” Antoine Griezmann.

Yassine Bounou – Marrocos

Idade: 31 anos Jogos pela seleção: 50 Jogos sem ser vazado no Qatar: 3 Gols sofridos: 1 Arqueiro sensacional, Yassine Bounou é um dos astros da equipe marroquina que está fazendo história no Qatar.

O goleiro do Sevilla foi praticamente imbatível nesta Copa do Mundo: ele só foi vazado no gol contra de Nayef Aguerd na vitória de 2 a 1 sobre o Canadá na fase de grupos.

Os pênaltis defendidos por Bounou na decisão contra a Espanha nas oitavas de final permanecem na memória, mas a sua defesa mais espetacular aconteceu na vitória de 1 a 0 sobre Portugal. A venenosa finalização de João Félix na entrada da área parecia destinada a igualar o marcador para a equipe de Fernando Santos no finalzinho da partida, mas Bounou conseguiu desviar a bola milagrosamente por cima do travessão.

O Número

Em março de 2021, Bounou marcou o seu primeiro gol como profissional. O goleiro de 1,95 metro acertou uma finalização cirúrgica aos 49 minutos do segundo tempo para empatar o duelo entre Sevilla e Valladolid pelo Campeonato Espanhol

Você sabia?

Bounou nasceu em Montréal, no Canadá, de pais marroquinos. Ele se mudou para Casablanca aos três anos de idade.

Quote

“Pela linguagem corporal do Bounou, você pode ver que ele acredita em si mesmo, que é muito confiante. Ele acredita na sua habilidade.” Jay-Jay Okocha.

 

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Copa do Mundo

Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot

O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

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Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

  Inglaterra supera França em jogo de dez gols e conquista terceiro lugar na Copa

Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni
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