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TIMES DA SÉRIE A

BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

Histórias curiosas das semifinais do passado da Copa do Mundo

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Garrincha, Gascoigne, Thuram, Ronaldo e Cannavaro estão presentes nesta retrospectiva da FIFA.
FIFA
  • O calção de um jogador caiu quando ele estava prestes a bater um pênalti

  • Um presidente que interveio para que alguém pudesse jogar na final

  • Garrincha, Gascoigne, Thuram, Ronaldo e Cannavaro foram destaque nas semifinais

França-1938

A Itália venceu o Brasil por um apertado 2 a 1 para chegar à final, e Giuseppe Meazza marcou o gol da vitória de pênalti. No momento decisivo, porém, não foi só o nervosismo que ele precisou controlar.

Quando se preparava para a cobrança, o elástico do calção, que tinha se rasgado antes durante o jogo, estourou. O jogador da Internazionale de Milão então segurou a peça do uniforme devidamente com uma das mãos, enquanto mandava a bola para o fundo da rede do goleiro Walter, um especialista em penalidades máximas.


Chile-1962

Garrincha deveria ser o inimigo número 1 em Santiago. O imparável ponta atormentou os zagueiros com seus dribles hipnóticos, marcou dois gols, deu o passe para outro e foi expulso na vitória do Brasil sobre os anfitriões por 4 a 2. Ainda assim, os chilenos voltaram para casa como fãs da “Alegria do Povo”.

Quando descobriram que o cartão vermelho o deixaria suspenso para a final, se desatou a indignação pública. Ninguém menos do que o presidente do Chile, Jorge Alessandri, liderou a petição para que Garrincha pudesse atuar na decisão. Ele acabou sendo bem-sucedido – uma virada que a Tchecoslováquia lamentaria.

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Espanha-1982

O goleiro alemão Toni Schumacher saiu disparado de seu gol e se atirou com toda a força contra Patrick Battiston. O camisa 3 francês, que estava em campo fazia poucos minutos, quebrou dois dentes, fissurou três costelas e sofreu dano em uma vértebra, e ainda assim o número 1 da Alemanha não foi punido. Para aumentar a fúria francesa, Schumacher, mostrando desconsideração pelo adversário atingido, agiu com impaciência enquanto Battiston era tratado por vários minutos, antes de ser carregado de maca para fora de campo.

O alemão acabaria fazendo duas defesas na decisão por pênaltis, parando as cobranças de Didier Six e Maxime Bossis, o que garantiu a vaga para a Alemanha Ocidental na decisão no Estádio Santiago Bernabeu.

Itália-1990

O país que deu ao mundo a “Beatlemania” foi tomado pela “Gazzamania”. Paul Gascoigne vinha fazendo atuações eletrizantes, comandando a Inglaterra até a semifinal pela primeira vez em 24 anos. Ao levar um cartão amarelo aos 8 minutos da prorrogação contra a Alemanha Ocidental e se dar conta de que estaria fora da final se os ingleses se classificassem, “Gazza” caiu no choro. “Quando era criança e ainda estava nas equipes de base do meu clube, todas as noites sonhava em jogar futebol na Copa do Mundo. Vivi esse sonho na Itália. Quando recebi o cartão amarelo, sabia que aquilo tinha acabado”, diria Gascoigne mais tarde. “Meu coração ficou em pedaços”, disse Bobby Robson, então treinador da seleção inglesa. “Percebi imediatamente que era o fim para o Paul Gascoigne, que ele estava fora. Era uma tragédia para ele, para mim, para a equipe, para o país e para todo o futebol, porque ele era bom demais e tinha sido espetacular naquele jogo especificamente”. O incidente, porém, fez a popularidade de Gascoigne disparar. “Antes de Paul Gascoigne, alguém já tinha se tornado herói nacional e milionário na certa por chorar? É fantástico. Chore e o mundo chorará com você”, expressou um artigo do jornal britânico The Independent.


França-1998

Lilian Thuram só marcou em um único dos 142 jogos que disputou pela seleção francesa e mal tinha balançado a rede pelos clubes que defendeu nos sete anos desde que tinha se tornado profissional. No entanto, incrivelmente, ele fez dois gols na semifinal da Copa do Mundo daquele ano, disputada em casa. O lateral-direito parece ter escolhido o momento perfeito para fazer as vezes de matador: marcou um com o pé direito e outro com o esquerdo e deu a virada para a França sobre a Croácia por 2 a 1. “Minha mãe estava na arquibancada”, conta Thuram. “Disseram que o filho dela tinha marcado o primeiro gol. Ela não conseguia entender. Quando disseram que eu tinha marcado de novo, ela desmaiou. Não estou brincando”. Curiosamente, quando a França enfrentou o Paraguai nas oitavas de final, as casas de apostas pagavam 40 vezes o valor da aposta em um gol de Thuram a qualquer momento – era mais de 6,5 vezes do que o prêmio por um gol do goleiro adversário, José Luis Chilavert (que pagava 6 por 1).

Coreia do Sul e Japão-2002

“Ninguém parava de falar da lesão na minha perna, perguntando se eu conseguiria jogar a semifinal”, relembrou Ronaldo, falando sobre os dias seguintes à vitória brasileira sobre a Inglaterra nas quartas de final, da qual saiu mancando. “Estava cansado de ouvir falar daquilo. Então, cortei meu cabelo daquele jeito, perguntei aos meus companheiros o que achavam e eles disseram: ‘Está horrível! Você não pode deixá-lo assim'”.

“Pensei: ‘Isso deve servir’. Como era esperado, os jornalistas esqueceram da minha lesão imediatamente. Tudo que faziam era perguntar sobre o meu cabelo. Consegui relaxar”.

Aliviado pelas tesouras de Dida, o goleiro reserva, Ronaldo marcou o único gol da Seleção Brasileira contra a Turquia e pôs o Brasil na final. “Era horroroso!”, admitiu mais tarde. “Peço desculpas a todas as mães que viram os filhos escolherem o mesmo corte”.

Alemanha-2006

Se fosse pela altura (1,76 m), Fabio Cannavaro bem que poderia substituir o compatriota Frankie Dettori, um jóquei baixinho e famoso entre os fãs do turfe na Inglaterra. Por outro lado, Per Mertersacker, com seu 1,98 m e apelidado pelos britânicos de “BFG” (título em inglês do livro O BGA, o Bom Gigante Amigo, do reconhecido escritor infantil Roald Dahl), poderia se dar bem nas quadras de basquete ao lado do compatriota Dirk Nowitzki, ex-ala-pivô do Dallas Mavericks.

Apesar disso, no gramado do Estádio da Vestfália, a lógica foi desmentida. Cannavaro superou a diferença de 22 centímetros de altura e ganhou uma disputa de cabeça com o atacante após um lançamento pelo alto nos descontos do segundo tempo da prorrogação.

O capitão da Itália então correu atrás da bola após a própria interceptação, afastou de cabeça antes da chegada de Lukas Podolski e deu início ao contra-ataque, que terminou com Alessandro Del Piero marcando o gol mais tardio em jogos da Copa do Mundo, para garantir a passagem da Azzurra para a final.

 

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Copa do Mundo

Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot

O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni
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