Copa do Mundo
Holanda desencanta no fim e derrota o Senegal na estreia na Copa
Os gols demoraram, mas a Holanda conseguiu a vitória sobre a Seleção do Senegal, no Estádio Al Thumama, em Doha, nesta segunda-feira (21.11), na Copa do Mundo FIFA de 2022.
Depois de um jogo muito equilibrado, Gakpo e Klaassen marcaram nos minutos finais para dar aos holandeses a primeira vitória no Catar.
Com seu tradicional jogo ofensivo, a Holanda tentou controlar mais as ações da partida desde os primeiros minutos. A Laranja Mecânica chegou a criar boas oportunidades, mas pecou na hora de finalizar – e teve lances em que nem chegou a chutar no gol. O Senegal, por sua vez, apostava na ousadia e na velocidade de Ismaila Sarr, que levava perigo nos contra-ataques.
Na segunda etapa, o Senegal pressionou bastante a Holanda e chegou a ameaçar o goleiro Noppert, que fez pelo menos duas boas defesas para evitar o pior. Quando o jogo parecia se encaminhar para um 0 a 0, Frenkie De Jong lançou a bola na área e encontrou Gakpo, que desviou de cabeça para abrir o placar. No minuto final da partida, Depay apertou contra-ataque, Mendy espalmou e Klaassen aproveitou o rebote para definir o jogo.
Com o resultado, a Holanda está empatada com o Equador na liderança do Grupo A. Os dois se enfrentam na próxima rodada. O Senegal, por sua vez, divide a lanterna da chave com o Catar, seu adversário na segunda rodada.
o momento chave

A bola jogou muito pelos ares do estádio Al Thumama antes de chegar à cabeça de Cody Gakpo. Em um lançamento teleguiado de De Jong, o atacante foi vigilante para se antecipar à saída equivocada de Edouard Mendy e balançar a rede do Senegal.
O gol foi um respiro para uma Holanda que pouco produzia no segundo tempo. As principais chances naquele momento eram senegalesas, mas o golpe de Gakpo acabou sendo fatal para os “Leões de Teranga”. Na sequência, saiu até mesmo o segundo gol holandês, pelos pés de Klaassen.
Número

A Holanda deu apenas três chutes certos em toda a partida; os três foram nos lances dos gols. A primeira finalização com boa direção dos holandeses no jogo foi a cabeçada de Cody Gakpo. A segunda foi o chute de Depay, que Mendy espalmou nos pés de Klaassen. O rebote foi justamente a terceira finalização no gol, definindo o confronto. Do outro lado, foram 15 finalizações de Senegal, quatro na meta, que pararam na noite inspirada de Andries Noppert.

Autor do primeiro gol, Cody Gakpo foi eleito pelos torcedores como o Budweiser Player of the Match de Senegal x Holanda. Aos 23 anos de idade, o atacante marcou em sua primeira partida da Copa do Mundo FIFA e abriu as portas para a vitória holandesa na estreia do Mundial do Qatar.
O que ele disse

“O Senegal se fechou quando tinha a bola. Se você perde a bola no meio, está aberto e eles podem, é claro, levar perigo com a velocidade. Temos que melhorar isso, porque o Equador também tem velocidade e pode nos atingir nos contra -ataques. Teremos que trabalhar nisso, mas só pode melhorar daqui em diante. É o que sinto.” Virgil Van Dijk , capitão da Holanda
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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