Copa do Mundo
Hora das contas: o que cada seleção precisa na terceira rodada da Copa
Chegou a hora da verdade na briga pela classificação para as oitavas do Mundial do Qatar.
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Só França, Brasil e Portugal já estão classificados para as oitavas de final
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Catar e Canadá são os únicos eliminados com uma rodada de antecipação
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As probabilidades serão atualizadas a cada partida
O FIFA+ fez um resumo dos principais cenários após a segunda rodada do Mundial do Qatar.
O que cada seleção precisava fazer para avançar às oitavas?
Grupo A
Holanda x Catar (29 de novembro, 12h de Brasília) Equador x Senegal (29 de novembro, 12h de Brasília)
Holanda e Equador, os dois vencedores da chave, só precisam de um empate na terceira rodada para avançar às oitavas de final. Ambos também podem se classificar mesmo com derrota, desde que o outro líder do grupo vença seu compromisso. Por isso, os holandeses torcem pelos equatorianos e vice-versa.
O Senegal também depende das suas forças para se classificar. Se ganhar no confronto direto contra o Equador, fica com a vaga. Caso empate, ainda poderá seguir em frente, mas desde que o já eliminado Qatar conseguiu vencer a Holanda.
Grupo B
País de Gales x Inglaterra (29 de novembro, 16h de Brasília) Irã x EUA (29 de novembro, 16h de Brasília)
A Inglaterra passa para as oitavas com uma vitória ou empate no clássico com País de Gales na última rodada. Existe uma chance até mesmo de os ingleses seguirem com a derrota dependendo do equilíbrio de gols.
O Irã confirma vaga com triunfo sobre os Estados Unidos. Para passar com empate, basta Gales não ganhar. Se vencerem, dependerá do saldo de gols. Retornam para casa em caso de derrota.
Para os americanos, a conta é muito simples: a única hipótese de marcar presença nas oitavas é com vitória. Qualquer outro resultado, está fora.
Gales, por sua vez, depende do outro jogo e só pode sonhar com a classificação em caso de três pontos a Inglaterra. Se empatar ou perder, arruma as malas para casa.
Grupo C
Arábia Saudita x México (30 de novembro, 16h de Brasília) Polônia x Argentina (30 de novembro, 16h de Brasília)
Líder da chave, a Polônia estará classificada com vitória ou empate, mas ficará eliminada em caso de derrota com vitória da Arábia Saudita sobre o México. Se perder e o Arábia empatar, a decisão vai para o saldo de gols. O mesmo chegará caso seja derrotada e o México vença.
A Argentina também estará automaticamente nas oitavas se ganhar seu compromisso da última rodada. É possível também se classificar com empate, mas só se Arábia Saudita e México também não saíramrem da igualdade. Porém, em caso de empate e vitória dos árabes, os Albicelestes voltam para casa mais cedo. Se empatar e o México pelo vencedor do outro duelo, a diferença de gols ditará o primeiro lugar. Os argentinos estão fora com qualquer derrota.
A Arábia é outra seleção que depende de uma vitória simples para continuar na competição. Se empatar, terá de torcer para a Polônia bater na Argentina. Em caso de igualdade nos dois jogos, estão fora. Ainda em caso de empate, mas de vitória dos argentinos, árabes e poloneses decidirão a sorte no saldo de gols. Qualquer derrota elimina os Falcões Verdes.
A situação mais delicada é a do México. Sua única possibilidade de classificação é uma vitória na quarta-feira. Mas, ainda assim, será necessário que a seleção de Robert Lewandowski também ganhe seu compromisso ou que os mexicanos consigam descontar uma movimentação no equilíbrio de gols para os argentinos em caso de empate no outro jogo. Se os Albicelestes vencerem, o mesmo determinará quem avança entre mexicanos e poloneses.
Grupo D
Tunísia x França (30 de novembro, 16h de Brasília) Austrália x Dinamarca (30 de novembro, 16h de Brasília)
Atual campeã, a França é a única seleção que já garantiu sua presença na fase final do Qatar-2022 e garantiu a primeira colocação da chave, a não ser que perde para a Tunísia e a Austrália bata a Dinamarca, o que os deixariam empatados com seis pontos com os Socceroos.
A Austrália se unirá aos Bleus se derrotar a Dinamarca. Se empatar, estará classificado caso a Tunísia não consiga bater os franceses. Caso os africanos vençam, eles avançam no equilíbrio de gols.
A Dinamarca já não depende mais das suas forças. Para ter chance de seguir em frente, precisa sair de campo vitoriosa no confronto direto com os australianos. Mesmo assim, só estarão automaticamente qualificados se os tunisianos não desbancarem a França. Caso contrário, a disputa irá para os critérios de desempate.
A Tunísia tem a classificação mais personalizada, já que terá de bater a França e torcer por empate no outro jogo da chave –também pode se classificar em caso de vitória da Dinamarca, mas aí tudo dependeria dos critérios de desempate.
Grupo E
Japão x Espanha (1º de dezembro, 16h de Brasília) Costa Rica x Alemanha (1º de dezembro, 16h de Brasília)
A Espanha se classifica automaticamente se ao menos empatar com o Japão. Por conta do saldo de gols elevado (o mais alto do Mundial), a vaga provavelmente será conquistada também com uma derrota, já que a Costa Rica não bata a Alemanha.
O Japão terá certeza da ida às oitavas se sair de campo na última rodada com mais três pontos contra a Espanha na conta. Em caso de empate, espere com a vaga se Costa Rica e Alemanha também com o placar igualado. Os Samurais deixam o Qatar em caso de derrota ou empate somado a vitória dos costarriquenhos no outro duelo. Ainda na hipótese de empate, mas de vitória dos alemães, a vaga será definida na diferença de gols.
Costa Rica é outra seleção que passará de fase se vencer na sua despedida da fase de grupos. A vaga também pode ser conquistada com um empate, mas só se a Espanha vencer os japoneses. Se os comandados de Luis Enrique perderem, será preciso acompanhar o saldo de gols. Derrota ou empates nas duas partidas eliminam os Ticos.
A Alemanha é a única que não depende apenas das suas forças no Grupo E. Mesmo que consiga sua primeira vitória no Mundial, terá de torcer para que o Japão não bata os espanhóis. Um empate no outro jogo ou mesmo vitória dos Saturais leva a definição para o saldo de gols. Qualquer outro resultado significa adeus prematuro ao Qatar.
Grupo F
Croácia x Bélgica (1º de dezembro, 12h de Brasília) Canadá x Marrocos (1º de dezembro, 12h de Brasília)
A Croácia só precisa de um empate na última rodada para se classificar para a próxima fase. A vaga também pode ser enfrentada com a derrota, mas só se Marrocos perder para o Canadá (a definição iria para o equilíbrio de gols, onde os comandados de Zlatko Dalic têm vantagem no momento).
A situação de Marrocos está bem próxima. O empate é suficiente para garantir a vaga. Caso perca, terá de torcer para a Croácia bater na Bélgica. Se as belgas ganharem ou o placar terminar com igualdade, a vaga será decidida nos critérios de desempate.
A Bélgica também depende só das suas forças para seguir na Copa. Mas, para ter certeza da ida para as oitavas, será necessário bater a Croácia. O empate também pode ser suficiente, mas desde que o Canadá derrotou Marrocos por menos quatro gols de diferença.
Os canadenses já não têm mais chances de classificar.
Grupo G
Brasil x Camarões (2 de dezembro, 16h de Brasília) Sérvia x Suíça (2 de dezembro, 16h de Brasília)
O Brasil já está classificado para as oitavas e será o primeiro colocado do grupo se empatar com Camarões. A liderança da chave também poderá ser atingida com a derrota, mas desde que a Suíça não conseguiu tirar uma pilotagem de três gols de equilíbrio.
Os suíços, por sua vez, precisam vencer na última rodada para terem certeza da classificação. Se empatarem, terão de torcer para a seleção brasileira derrotar os camaroneses.
Camarões já não dependem mais só das suas forças. A vaga para as oitavas passa necessariamente por uma vitória na última rodada. Mas desde que a Suíça não bata a Sérvia.
Apesar de atrás estar dos africanos na classificação, a Sérvia tem uma situação um pouco menos delicada. Uma vitória sobre os suíços será suficiente… isso se Camarões não derrotarem o Brasil. Caso consiga esse feito, a classificação será decidida nos critérios de desempate.
Grupo H
Gana x Uruguai (2 de dezembro, 12h de Brasília) Coreia do Sul x Portugal (2 de dezembro, 12h de Brasília)
Assim como França e Brasil, Portugal garantiu sua ida às oitavas com uma rodada de antecipação. Na sua despedida da fase de grupos, basta um empate para conquistar o primeiro lugar da chave. Se perder, terá de torcer para Gana não derrotar o Uruguai. Caso contrário, disputará a liderança nos critérios de desempate.
Os africanos passarão de fase com uma vitória na final da rodada. O empate será suficiente se a Coreia do Sul não ganhar por mais de gols da diferença de Portugal.
Tanto os sul-coreanos quanto os uruguaios precisam vencer seus compromissos de sexta-feira para terem chance de seguir em frente. Mesmo assim, correm risco de precisar disputar a vaga nos critérios de desempate –p
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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