Copa do Mundo
Inglaterra busca virada sobre a Noruega na prorrogação e garante vaga na semifinal da Copa do Mundo
A seleção inglesa está na semifinal da Copa do Mundo. Em partida realizada neste sábado no Hard Rock Stadium, em Miami, a equipe de Thomas Tuchel superou a Noruega por 2 a 1, de virada, após um duelo que exigiu o tempo extra para ser decidido. Andreas Schjelderup abriu o placar para os escandinavos, mas Jude Bellingham emergiu como o grande nome da partida ao marcar duas vezes, uma no fim do primeiro tempo e outra na prorrogação, garantindo a classificação inglesa.
Com o resultado, a Inglaterra aguarda o vencedor do confronto entre Argentina e Suíça, que se enfrentam ainda neste sábado às 22h (de Brasília) no Arrowhead Stadium, em Kansas. A semifinal está marcada para quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Do outro lado da chave, França e Espanha decidem a outra vaga na terça-feira (14), no AT&T Stadium, em Dallas.
O jogo
O primeiro tempo começou com a Inglaterra ditando o ritmo. Aos dois minutos, Madueke avançou pela direita e cruzou, mas a defesa norueguesa afastou o perigo. A pressão seguiu e, aos 19, Anthony Gordon levantou na área para Bellingham, que desviou de cabeça para fora. Aos 23, Nico O’Reilly recebeu cruzamento dentro da área, mas finalizou mal e desperdiçou boa oportunidade.
A reta final da etapa inicial trouxe emoção. Aos 33, John Stones errou na saída de bola e quase entregou a posse para Haaland, mas Jordan Pickford saiu do gol no momento certo para evitar a finalização. Um minuto depois, o goleiro inglês voltou a aparecer bem em outra investida norueguesa.
Aos 35 minutos, Schjelderup recebeu pela ponta esquerda, invadiu a área e bateu colocado no ângulo, sem chances para Pickford, abrindo o placar para a Noruega. Embriagada pelo gol, a equipe escandinava quase ampliou aos 38, quando Sorloth finalizou de pé esquerdo dentro da área e a bola passou rente à trave. Dois minutos depois, Odegaard arriscou de fora e obrigou Pickford a fazer boa defesa em dois tempos.
Quando a Noruega se encaminhava para o intervalo em vantagem, a Inglaterra buscou o empate nos acréscimos. Aos 46, Gordon recebeu pela esquerda, avançou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Bellingham, que dominou, invadiu a área e finalizou com precisão para deixar tudo igual.
No segundo tempo, a Noruega voltou mais agressiva. Aos sete minutos, Haaland apareceu livre na área após cruzamento e cabeceou firme, mas Pickford fez grande defesa. Aos dez, após escanteio, a bola sobrou para Heggem empurrar para o gol, mas o árbitro anulou o lance após revisão do VAR, identificando falta de Haaland na jogada.
Mesmo com o gol invalidado, os noruegueses mantiveram a intensidade. Aos 30, David Wolfe recebeu pela esquerda, finalizou cruzado e acertou a trave de Pickford. Sem mais alterações no placar, a decisão foi para a prorrogação.
No tempo extra, a Inglaterra virou o jogo aos dois minutos. Após cruzamento de Bukayo Saka e defesa de Orjan Nyland na finalização de Harry Kane, Bellingham aproveitou o rebote para marcar seu segundo gol na partida, o sexto dele nesta edição de Copa do Mundo. Aos oito, o árbitro Clement Turpin chegou a marcar pênalti para os ingleses após dividida entre Djed Spence e Oscar Bobb, mas voltou atrás depois de revisão no VAR.
A Noruega pressionou na segunda parte da prorrogação, mas esbarrou na defesa inglesa. Aos 18, Berg arriscou de fora e mandou por cima. A Inglaterra respondeu no minuto seguinte, com Spence finalizando para defesa de Nyland e, no rebote, Saka parando novamente no goleiro norueguês. O placar não se alterou, e a Inglaterra garantiu a classificação para enfrentar Argentina ou Suíça na semifinal.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
|
Competição |
NORUEGA 1 X 2 INGLATERRA
Copa do Mundo 2026 (quartas de final) |
| Local | Hard Rock Stadium, Miami (EUA) |
| Data | 11 de julho de 2026 (sábado) |
| Horário | 18h (de Brasília) |
| Cartões amarelos | Ajer (NOR) |
| Cartões vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Clement Turpin (FRA) |
| Assistentes | Nicolas Danos e Benjamin Pages (FRA) |
| VAR | Jerome Brisard (FRA) |
| Gols | Schjelderup aos 36′ do 1º tempo (NOR); Bellingham aos 45+2′ do 1º tempo (ING); Bellingham aos 3′ do 1º tempo da prorrogação (ING) |
| Noruega | Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem (Ostigard) e Moller Wolfe (Petersen); Berge, Odegaard e Berg; Sorloth (Oscar Bobb), Haaland (Strand Larsen) e Schjelderup (Nusa). Técnico: Stale Solbakken |
| Inglaterra | Pickford; Konsa (Rogers), Stones, Guehi e O’Reilly (Spence); Anderson, Rice (Eze); Madueke (Saka), Bellingham (Burn) e Gordon (Reece James); Kane. Técnico: Thomas Tuchel |
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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