Copa do Mundo
Lionel Messi brilha com hat-trick e Argentina vence a Argélia por 3 a 0
A Argentina começou com autoridade e derrotou a Argélia por 3 a 0, nesta terça-feira (16.06), a partida foi marcada por domínio albiceleste e atuação inspirada de Lionel Messi, autor dos três gols do confronto. O resultado consolidou uma vitória tranquila da seleção sul-americana, que controlou o ritmo do jogo do início ao fim.
O jogo
O início foi agitado, com os argentinos tendo dois gols anulados por impedimento antes mesmo da abertura do placar. Logo aos 5 minutos, Messi apareceu dentro da área e chegou a finalizar para a rede após passe de Lautaro Martínez, mas a jogada foi invalidada. Pouco depois, a Argélia também viu um gol de Fares Chaibi ser anulado pelo VAR. Mesmo com os lances interrompidos, a Argentina manteve a pressão e passou a comandar a posse de bola.
Aos 16 minutos, Messi finalmente inaugurou o marcador em grande estilo. O camisa 10 recebeu pela intermediária, ajeitou para a perna esquerda e acertou um chute colocado no ângulo, sem chance para Luca Zidane. O gol abriu caminho para uma atuação ainda mais dominante da seleção argentina, que seguiu controlando as ações ofensivas e explorando os espaços deixados pela defesa adversária.
Na etapa final, o capitão voltou a brilhar. Depois de uma bola disputada por Mac Allister e rebatida por Luca Zidane, Messi apareceu na área para empurrar para o fundo das redes e ampliar a vantagem argentina. O lance ainda teve peso histórico: com o gol, o atacante chegou a 15 gols em Copas do Mundo e igualou Miroslav Klose na artilharia máxima da competição.
O terceiro gol saiu aos 30 minutos do segundo tempo. Após bela assistência de Nico González, Messi recebeu na entrada da área e finalizou com precisão, marcando pela terceira vez no jogo. Com o hat-trick, o astro argentino chegou a 16 gols em Copas e entrou ainda mais para a história do torneio, consolidando a vitória da Argentina sobre a Argélia.
Próximos jogos | 2ª rodada do Grupo J
Jogo: Argentina x Áustria
Competição: Copa do Mundo
Data e horário: 22 de junho de 2026 (segunda-feira), às 14h (de Brasília)
Local: Estádio de Dallas, em Dallas (EUA)
Jogo: Jordânia x Argélia
Competição: Copa do Mundo
Data e horário: 23 de junho de 2026 (terça-feira), às 0h (de Brasília)
Local: Estádio da Baía de São Francisco, na Califórnia (EUA)
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Placar |
Argentina 3 x 0 Argélia |
| Competição | Copa do Mundo (Grupo J – 1ª rodada) |
| Local | Estádio de Kansas City (EUA) |
| Data | 16 de junho de 2026 (terça-feira) |
| Horário | Às 22h (de Brasília) |
| Cartões amarelos | Nenhum |
| Cartões vermelhos | Nenhum |
| Árbitro | Szymon Marciniak (POL) |
| Assistente 1 | Tomasz Litkiewicz (POL) |
| Assistente 2 | Adam Kupsik (POL) |
| VAR | Tomasz Kwiatkowski (POL) |
| Gols | Messi, aos 16′ do 1°T (Argentina); Messi, aos 14′ do 2°T (Argentina); Messi, aos 30′ do 2°T (Argentina) |
| Argentina | Emiliano Martínez; Gonzalo Montiel (Molina), Lisandro Martínez, Cristian Romero e Facundo Medina; Rodrigo de Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Lionel Messi (Otamendi), Thiago Almada (Nico González) e Lautaro Martínez (Julián Álvarez). |
| Técnico da Argentina | Lionel Scaloni |
| Argélia | Luca Zidane; Aissa Mandi, Rayan Ait-Nouri, Rafik Belghali e Ramy Bensebaini; Fares Chaibi, Hicham Boudaoui, Nabil Bentaleb e Ibrahim Maza; Amine Gouiri e Anis Hadj Moussa. |
| Técnico da Argélia | Vladimir Petkovic |
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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