Copa do Mundo
Marrocos despacha Portugal e vai para semifinal da Copa do Mundo
O Marrocos se tornará o primeiro time africano a competir nas semifinais da Copa do Mundo da FIFA™ depois de uma vitória corajosa por 1 a 0 sobre Portugal no Al Thumama Stadium.
Youssef En-Nesyri foi o herói do Atlas Lions, atingido por lesão, com um excelente cabeceamento no primeiro tempo que deu continuidade ao conto de fadas do time no Catar 2022.
Os marroquinos sempre seriam estranhos contra a estrelada Seleção das Quinas , e suas chances aumentaram ainda mais antes do pontapé inicial com a notícia de que os principais zagueiros Nayef Aguerd e Noussair Mazraoui haviam sido descartados por lesão.
Pior ainda, o guerreiro ferido Romain Saiss – outro forte na defesa – tentou jogar, mas acabou sendo forçado a chorar no início do segundo tempo, segurando o tendão da coxa fortemente amarrado. Mas, embora isso tenha deixado os marroquinos segurando seus rivais europeus peso-pesado, eles aguentaram.
Portugal teve seus momentos em ambos os lados do intervalo, com Bruno Fernades balançando a barra, Yassine Bounou fazendo algumas defesas soberbas para impedir João Félix e Cristiano Ronaldo, e Pepe cabeceando ao lado nos acréscimos, quando parecia mais fácil marcar.
Mas o Atlas Lions também poderia ter marcado mais do que aquela cabeçada solitária e importante de El-Nesyri, e ninguém pode questionar que esta equipe – recém-saída de aumentar seu recorde defensivo líder do torneio com mais uma folha limpa – vale bem a pena lugar nas últimas quatro.
Eles vão, no entanto, competir nessa semifinal sem Walid Cheddira, que recebeu dois cartões amarelos em 60 segundos e foi expulso aos 93 minutos, enfraquecendo ainda mais as opções de Regragui para o encontro histórico de quarta-feira.
momento chave
Haverá gols melhores nesta Copa do que os de En-Nesyri. É improvável, no entanto, que haja um marcado de um salto mais poderoso – um que Ronaldo, novamente no banco, teria sem dúvida se orgulhado – do que o produzido pelo atacante marroquino.
Diogo Costa não vai querer olhar para trás, depois de ter feito uma investida imprudente da baliza na tentativa vã de chegar a um cruzamento longo e especulativo. Mas todo o crédito vai para o centroavante por um salto perfeitamente cronometrado e um cabeceamento poderoso que provocou cenas de alegria muito além deste estádio de balanço.
Estatística chave
Marrocos era a quarta nação africana a chegar às quartas de final da Copa do Mundo, seguindo os passos de Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010). Ninguém da Mãe Continente, no entanto, havia chegado às últimas quatro – até agora!
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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