Copa do Mundo
Sem Ronaldo, Portugal goleia em último teste e se despede com festa para Copa
No último teste antes da Copa do Mundo FIFA de 2022, Portugal goleou a Nigéria por 4 a 0 e se despediu de sua torcida com festa nesta quinta-feira (17.11), no estádio José Alvalade, em Lisboa.
O time comandado por Fernando Santos embarca para o Qatar nesta sexta e tem estreia marcada para o dia 24, contra Gana. Uruguai e Coreia do Sul completam o Grupo H.
Os portugueses foram vencidos pelo meia Bruno Fernandes, que foi responsável pelos primeiros dois gols da partida, ainda na etapa inicial.
No fim do segundo tempo, o estreante Gonçalo Ramos balançou as redes e o experiente João Mário ainda conseguiu deixar o dele também. Sem Cristiano Ronaldo, ausência confirmada na véspera na partida devido a uma gastrite, Santos mandou a campo um tempo modificado e preferiu preservar nomes como Diogo Costa, que treinou apenas uma vez durante uma semana, e João Cancelo, que se apresentou à seleção com a carga mais pesada de jogos na temporada. Foi então uma oportunidade para promover a estreia do garoto prodígio do Benfica, António Silva, que nunca havia atuado pela equipe.
O jovem zagueiro de 19 anos mostrou personalidade e teve atuação segura ao lado de Rúben Dias. Com várias alterações na volta do intervalo, o Santos aproveitou para dar um pouco mais de ritmo a Pepe, que está voltando de lesão e, ao longo do último mês, teve apenas três minutos com o Porto, seu clube. Ainda houve tempo no fim para lançar também Ramos, outra revelação benfiquista.
No apito final, os 43.621 mil torcedores entoaram o grito de Portugal e aplaudiram a equipe rumo ao Qatar. para promover a estreia do garoto prodígio do Benfica, António Silva, que nunca havia atuado pela equipe.

Bruno Fernandes se sentiu em casa Na volta à sua antiga casa, brilhou a estrela de Bruno Fernandes. O meio-campista, que defendeu o Sporting durante dois anos e meio até trocá-lo pelo Manchester United no início de 2020, esteve em noite inspirada e, mesmo esteve por apenas 45 minutos, conseguiu relembrar a sua fase artilheira em Alvalade. Com os seus dois gols, ele chegou ao 11 pela seleção. Essa é a terceira vez que ele marcou duas vezes pelo país na mesma partida.

Aperitivo para Gana?
Ao convidar os nigerianos para o amistoso, a intenção de Portugal era simular o desafio que terá pela frente contra Gana, adversário em sua estreia na fase de grupos do Mundial. Não dá para dizer, ainda assim, que o objetivo foi vencido. A despeito do pênalti causado no final do jogo, os africanos pouco se agrediram e foram facilmente dominados pelo forte meio-de-campo dos donos da casa, que trocaram o tradicional 4-3-3 pelo 4-4-2 para o duelo.

estreante brilha
Com 21 gols pelo Benfica, Gonçalo Ramos é dono do melhor desempenho em 2022 entre os atacantes da seleção portuguesa. E o atleta de 21 anos do Benfica não precisou de mais do que 25 minutos para desencantar também pela seleção e marcar o seu primeiro tento após assistência de Raphäel Guerreiro. Ele será uma alternativa para dentro da área no Qatar.
Jogos de Portugal no Grupo H
Portugal x Gana 24 de novembro, 13h de Brasília (16h de Lisboa, 19h de Doha)
Portugal x Uruguai 28 de novembro, 16h de Brasília (19h de Lisboa, 22h de Doha)
Coreia do Sul x Portugal 2 de dezembro, 12h de Brasília (15h de Lisboa, 18h de Doha)
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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