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BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

‘Temos possibilidade muito boa de título’, diz Scolari

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Manter um treinador entre um ciclo e outro. E, no decorrer desses quatro anos, ver este profissional aproveitar ao máximo a nova safra de talentos que despontou em cenário internacional. É como se fosse uma tempestade perfeita para a Seleção Brasileira.

Pelo menos essa é a avaliação de Luiz Felipe Scolari, o mentor da conquista do último título mundial dos brasileiros em 2002, ao analisar o cenário que cerca a equipe nacional 20 anos depois, poucos dias do desembarque no Qatar.

Felipão acha que é hora de por fim a uma hegemonia europeia no Mundial. “Temos boa possibilidade de título”, afirma ao FIFA+ o agora ex-treinador ao FIFA+ sobre os compatriotas brasileiros. “Em um jogo, tudo pode acontecer, mas chegamos muito bem.”

Na entrevista, o Scolari também conta o que vem à sua cabeça quando busca na memória os primeiros contatos com Cristiano Ronaldo em Portugal e que mudou no futebol do país desde então.

FIFA+: Após a conquista do Brasil em 2002, os quatro títulos seguintes foram de países europeus. Como você explicaria essa sequência às portas de uma nova edição?

Luiz Felipe Scolari: Quando falamos da América do Sul, falamos dessa hegemonia de Brasil e Argentina. Não tivemos em Copas do Mundo situações em que a Colômbia esteve entre os candidatos ao título, por exemplo. Mas na Europa são vários países com esse potencial, fortes de quatro em quatro anos. Agora, parece que ficar sempre em comportar-se nos últimos anos em finais [somente a Argentina jogou a decisão de 2014]. Mas, nesse Mundial de 2022 eu não apostaria nisso. Não consigo ver superioridade nas proteínas europeias dessa vez. Acho que o Brasil vai brigar pelo título, sim. Claro que às vezes há o dia em que você não joga bem, e aí tudo pode acontecer.

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A Seleção tem Tite indo para sua segunda Copa seguida, algo raro em sua história. É algo que pode fazer a diferença?

Foi ótimo o Brasil ter permanecido com a mesma comissão. O trabalho foi evoluindo de tal forma que, hoje, temos a possibilidade muito boa de título. O trabalho foi muito bem feito, com observações e o estudo de diferentes formas de jogo. Junta tudo isso e o ambiente de alguns jogadores de muita qualidade, acho que chegamos muito bem.

Há uma grande espera da comissão técnica e da torcida em torno dessas novas figuras. Eles podem fazer a diferença e aliviar a pressão ou a tão falada dependência de Neymar?

Acho que agora já é a hora desses novos, e sinto que eles estão à vontade para colocar em prática essa qualidade que surgiu e que fazem por merecer a oportunidade que estão recebendo. Eles já estão calejados e já vivenciaram situações em seus clubes e na seleção também. Já jogaram grandes jogos e não sentiram nada. O que eu gostaria é que nossa torcida ajude esses jogadores e essa comissão técnica a se sentirem bem no Mundial

Sobre uma superdependência do Neymar ou qualquer outra coisa nessa linha, não é exatamente o que acontece hoje, mas, também, vamos pensar: qualquer hora pode ter essa dependência dele porque ele é muito, muito bom. Ele fez uma diferença. As pessoas podem ficar chateadas com uma coisa ou outra sobre o Neymar, mas eu digo para ti: ele é bom demais.

Cruzando o Atlântico, falando de Portugal, você conseguiu imaginar, em 2004, o “boom” por que passou o país para ter tantos jogadores e treinadores como internacionais?

Não dava para prever tudo isso que vem conectado com os jogadores e técnicos de lá, mas dava para notar um crescimento da seleção. Dava para notar o ambiente do país, de como as pessoas se preocupavam com tudo aquilo que a seleção precisava: das escalações às escolas de futebol. Naturalmente que vejo com bons olhos isso. De 2003 a 2008 em Portugal, também fiz parte de um grupo que começou a alicerçar isso que hoje vemos na prática: havia muitas necessidades, muitos estudos, e eles geraram muito conhecimento.

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Sobre Cristiano Ronaldo, que agora vai jogar seu quinto Mundial: o que te primeiro vem à cabeça quando pensa no ainda adolescente que começou a jogar pela seleção sob sua orientação?

Eu me recordo daquele menino que eu tive em 2003 jogando com uma vontade enorme, uma disciplina com ele próprio, muito grande, e essa cobrança fez com que ele melhorasse a cada dia. Sempre vou me lembrar daquele menino que não se permitiu abater por nada. Uma pessoa com quem você tem prazer de estar junto, pois ele é espetacular em todos os sentidos – de fora, não se conhece quem ele realmente é. Penso que agora, no final de sua carreira, ele ainda vai fazer que Portugal tenha chances no Qatar. Gostaria que fechasse de uma forma muito bonita.

Foi uma alegria para mim trabalhar com ele, mas também teve em Portugal gente como Figo, Pauleta, outros jogadores maravilhosos que deram uma força para Cristiano naquele início de trabalho, de 2003 para 2004. A evolução dele foi facilitada aí por um grupo de jogadores veteranos de muito talento.
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Copa do Mundo

Argentina vira contra Inglaterra nos acréscimos e garante vaga na final da Copa do Mundo 

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A Argentina está na final da Copa do Mundo mais uma vez. Em uma partida eletrizante no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, os atuais campeões mundiais venceram a Inglaterra de virada por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, com um gol nos acréscimos do segundo tempo. O resultado colocou os argentinos na grande decisão do torneio, onde vão defender o título diante da Espanha.

A final está marcada para domingo, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Será a segunda decisão consecutiva de Copa do Mundo para a Argentina, que busca o quarto título mundial. Do outro lado, a Espanha de Lamine Yamal chega após eliminar a França na terça-feira.

A Inglaterra, por sua vez, viu o sonho de voltar a uma final após 60 anos ruir mais uma vez. Os britânicos ainda podem buscar a terceira colocação na competição. A disputa pelo bronze será contra a França, neste sábado, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

O jogo

O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio e pela falta de chances claras. O jogo só começou a ganhar emoção a partir dos 32 minutos, quando Rice cobrou falta na área e encontrou John Stones, que cabeceou com perigo para fora. A Argentina respondeu aos 37 com Enzo Fernández, que arriscou de longa distância e viu a bola passar raspando o travessão.

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Na etapa final, o ritmo mudou completamente. Logo no primeiro minuto, Julián Álvarez recebeu lançamento de Dibu Martínez, invadiu a área e soltou uma pancada com a perna direita, mas parou em boa defesa de Pickford. No rebote, o atacante tentou novamente e mandou para fora.

A Inglaterra abriu o placar aos nove minutos. Harry Kane deu um lançamento longo, a bola desviou em Tagliafico e sobrou com Rice, que ajeitou para Morgan Rogers no corredor direito. Ele cruzou na medida para Anthony Gordon, que completou para o fundo das redes.

A pressão argentina aumentou a partir de então. Aos 23, Messi cruzou na cabeça de Nico González, que testou firme e parou em um milagre de Pickford. Já aos 30, De Paul encontrou cruzamento perfeito para Mac Allister, que cabeceou e acertou a trave.

O empate veio aos 40 minutos, depois de tanta insistência. Messi recebeu pelo lado direito e tocou para Enzo Fernández, completamente livre de marcação na entrada da área. O meio-campista acertou um chutaço, sem chances para Pickford, e deixou tudo igual no placar.

Quando a partida caminhava para a prorrogação, a Argentina conseguiu a virada. Aos 46 minutos, Mac Allister recebeu sozinho na entrada da área e bateu rasteiro na trave. No rebote, Messi fez linda jogada pelo lado direito, livrou-se de dois marcadores e cruzou na cabeça de Lautaro Martínez, que empurrou para o fundo do gol e decretou a vitória argentina.

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FICHA TÉCNICA
Placar

Inglaterra 1 x 2 Argentina

Competição Copa do Mundo — semifinal
Local Mercedes-Benz Stadium, Atlanta (EUA)
Data e horário 15 de julho de 2026, quarta-feira, às 16h (de Brasília)
Cartões amarelos Inglaterra: Eliott Anderson. Argentina: Lisandro Martínez, Romero e De Paul.
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ismail Elfath (EUA)
Assistentes Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA)
VAR Marco di Bello (ITA)
Gols Anthony Gordon, aos 9′ do 2ºT (Inglaterra); Enzo Fernández, aos 40′ do 2ºT (Argentina); Lautaro Martínez, aos 46′ do 2ºT (Argentina).
Inglaterra Pickford; Reece James (Burn), Stones (Toney), Guéhi e Spence (Rashford); Declan Rice (O’Reilly), Elliott Anderson e Bellingham; Morgan Rogers, Gordon (Konsa) e Harry Kane. Técnico: Thomas Tuchel.
Argentina Emiliano Martínez; Molina (Montiel), Romero, Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico (Lautaro Martínez); Paredes (Nico González), Enzo Fernández e Mac Allister; Giuliano Simeone (De Paul), Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
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