Copa do Mundo
Com 1º tempo dos sonhos, Brasil goleia Coreia e enfrenta Croácia nas quartas
Seleção faz quatro gols na etapa inicial e vai embalada para confrontos com os vice-campeões mundiais, na sexta-feira (09.12).
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Brasil não fazia 4 gols em um mata-mata de Copas desde 1998
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Quatro jogadores diferentes marcaram na vitória da seleção
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Neymar volta bem da lesão e alcança a marca de Pelé e Ronaldo
Brasil 4 x 1 Coreia do Sul
Gols: Vinícius Júnior, aos 7 min, Neymar, aos 13 min, Richarlison, aos 29 min, e Lucas Paquetá, aos 36 min do 1º tempo, para o Brasil, e Seung-ho Paik, aos 31 min do 2º tempo, para a Coreia do Sul.
A estreia brasileira na fase final da Copa do Mundo FIFA Qatar-2022 foi um verdadeiro show de bola. Com um primeiro tempo que beirou a perfeição, a equipe de Tite goleou a Coreia do Sul e garantiu sua ida para as quartas de final.
A goleada por 4 a 1 foi a primeira vez em que a seleção canarinho meteu quatro bolas nas redes nas mata-matas decisivas do torneio de futebol mais importante do planeta desde o 4 a 1 sobre o Chile, lá em 1998.
A diferença é que, desta vez, o resultado foi todo construído nos 45 minutos iniciais (ou 36 minutos, para ser mais preciso). Vinícius Júnior, Neymar (retornando da lesão que o tirou de dois jogos da fase de grupos), Richarlison e Lucas Paquetá balançaram as redes asiáticas.
Na segunda etapa, com uma vitória já garantida, os homens de ataque do Brasil pegaram mais leve. Apenas Raphinha, ainda em busca do seu primeiro gol no Mundial, continua perseguindo incansanvalmente por uma movimentação de placar.
Na bela apresentação do Brasil, até mesmo Alisson teve a chance de brilhar. O goleiro praticou três defesas incríveis e só não pegou a bola que era indefensável –uma pancada de fora da área de Seung-ho Paik.
Embalado pela goleada, a seleção pentacampeã mundial enfrentará nas quartas de final a Croácia, que precisou dos pênaltis para eliminar o Japão. A partida, marcada para sexta-feira, às 12h (de Brasília), abrirá a próxima fase do Qatar-2022.

Momento-chave
Depois de não marcar sequer um gol durante a etapa inicial dos seus três compromissos na fase de grupos, a seleção não gostou quase nada para começar a construir sua vitória sobre a Coreia do Sul. A rede asiática foi balançada pela primeira vez apenas sete minutos após o pontapé inicial, em uma escapada de Raphinha pela direita, que terminou com um passe preciso para Vinícius Júnior finalizar.
Número

O pênalti convertido aos 13 minutos do primeiro tempo transformou Neymar no terceiro jogador brasileiro a marcar em pelo menos três edições da Copa do Mundo masculina. Antes do camisa 10, que também balançou as redes nos dois Mundiais anteriores, apenas Pelé (1958, 1962, 1966, 1970) e Ronaldo (1998, 2002 e 2006) atingiram essa marca.
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
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| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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