Copa do Mundo
Tite cobra arbitragem por rodízio em Neymar e elogia elenco
O rodízio de faltas em Neymar na primeira partida da Seleção Brasileira incomodou o técnico Tite. Jogador mais caçado em todos os confrontos da Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, o camisa 10 brasileiro sofreu nove faltas e deixou o campo lesionado. Antes de enfrentar a Suíça, pela segunda rodada do torneio, o treinador cobrou maior atenção da arbitragem para proteger o talento no futebol.
“É bem oportunizada a pergunta para falar para todas as pessoas envolvidas no futebol que se nós queremos premiar o espetáculo, nós temos de tomar cuidado. Inclusive com rodízio de faltas. Isso fica muito veemente em todos os jogos contra as grandes seleções e contra os grandes astros. Há um rodízio constante. Isso é fato e isso precisa ser coibido”, apontou o treinador na entrevista coletiva antes do jogo com a Suíça.
Brasil x Sérvia pelo primeiro jogo da fase de grupos da Copa do Mundo Catar 2022
Para o confronto desta segunda-feira, ás 13 horas (horário de Brasília), o treinador não poderá contar com Neymar, que segue em tratamento e desfalca a equipe, mesma situação do lateral direito Danilo. Diferente de outras situações, quando divulgou o time titular, Tite optou por não anunciar os 11 titulares.
“A definição da equipe já foi feita, mas ela tem por hábito ser passada na hora. Por quê? Porque em termos estratégicos você consegue fazer algumas mudanças comportamentais ou mesmo de características de atletas. Eu estou tranquilo. O Militão é um jogador que fez a função dentro da própria Seleção e tem, no seu histórico, características para tal. E o Daniel Alves é um construtor, um jogador com uma capacidade técnica impressionante. Fora a liderança que tem em momentos importantes. Moral da história: não vou dizer quem vai jogar”, disse com bom humor.
Treino oficial da Seleção Brasileira antes do jogo contra a Suíça.
Apesar das mudanças, o treinador tem confiança no elenco de 26 atletas que foram convocados para o Mundial e fez questão de valorizar o talento dos mais jovens que disputam a competição pela primeira vez.
“Temos jogadores surgindo de uma geração impressionante. Eles têm, sim, uma serenidade e uma calma para fazer as coisas mesmo com toda essa pressão. É uma finta, é o Antony em velocidade, é uma assistência, uma criatividade na hora de finalizar como a do Richarlison, o cabeceio do Pedro, o Gabriel Jesus, a capacidade criativa do Raphinha, a finalização de média distância do Rodrygo. O Rodrygo parece que a bola grudada no pé. Temos a reprogramação de movimentos, como o Gabriel Martinelli. Sim, temos opções”, avaliou.
Treino oficial da Seleção Brasileira antes do jogo contra a Suíça
Fotos: Lucas Figueiredo/CBF
Copa do Mundo
Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino
Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

Screenshot
O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.
A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.
O jogo
O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.
A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.
Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.
O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.
No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.
O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.
A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.
Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.
Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Placar |
Espanha 1 X 0 Argentina |
|
| Competição | Copa do Mundo — final | |
| Data | 19 de julho de 2026, domingo | |
| Horário | 16h, de Brasília | |
| Local | MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos | |
| Público | 80.663 torcedores | |
| GOL E CARTÕES | ||
| Gol | Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação | — |
| Cartões amarelos | Nenhum | Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister |
| Cartão vermelho | Nenhum | Enzo Fernández |
| ARBITRAGEM | ||
| Árbitro | Slavko Vincic (ESL) | |
| Assistentes | Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL) | |
| VAR | Bastian Dankert (ALE) | |
| ESCALAÇÕES |
ESPANHA |
ARGENTINA |
| SELEÇÕES | Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). | Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi). |
| Técnicos | Luis de la Fuente | Lionel Scaloni |
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