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Vinicius Júnior salva o Brasil nos acréscimos em vitória dramática sobre a Colômbia
Em um jogo de tirar o fôlego, o Brasil venceu a Colômbia por 2 a 1 nesta quarta-feira, no Estádio Mané Garrincha, com um gol salvador de Vinicius Júnior nos minutos finais. A partida, válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas, começou com o Brasil abrindo o placar com Raphinha, mas a Colômbia empatou ainda no primeiro tempo. O gol de Vini Júnior no apagar das luzes garantiu a vitória e um respiro para o técnico Dorival Júnior.
Classificação e próximos desafios
Com a vitória, o Brasil assume a vice-liderança das Eliminatórias, somando 21 pontos, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Uruguai. A Colômbia, por sua vez, cai para a sexta posição, com 19 pontos.
O próximo desafio do Brasil é um clássico contra a Argentina, líder das Eliminatórias, no Estádio Monumental de Núñez, na próxima terça-feira. A Colômbia enfrentará o Paraguai no mesmo dia.
O Jogo
O Brasil começou a partida a todo vapor e abriu o placar logo aos três minutos. Vinicius Júnior foi derrubado na área e o árbitro assinalou pênalti, convertido com categoria por Raphinha. O Brasil seguiu pressionando, mas a Colômbia se reorganizou e passou a controlar as ações.
Aos 40 minutos, a Colômbia aproveitou um erro na saída de bola do Brasil e Luis Díaz empatou a partida com um belo gol.
No segundo tempo, o Brasil voltou a pressionar e criou diversas oportunidades, mas esbarrou nas defesas do goleiro Vargas. A Colômbia chegou a marcar um gol, mas foi anulado por falta no goleiro Alisson.
Quando tudo indicava um empate, Vinicius Júnior brilhou. Aos 48 minutos, o atacante recebeu a bola fora da área, ajeitou e chutou no canto, sem chances para Vargas, garantindo a vitória do Brasil.
Destaques da partida
Vinicius Júnior: Autor do gol da vitória e um dos jogadores mais perigosos do Brasil.
Raphinha: Marcou o primeiro gol do Brasil e teve boa atuação.
Luis Díaz: Empatou a partida para a Colômbia com um belo gol.
A vitória do Brasil sobre a Colômbia foi um importante passo rumo à classificação para a Copa do Mundo de 2026 e um respiro para o técnico Dorival Júnior, que vinha sendo pressionado por resultados ruins. Agora, a Seleção se prepara para o clássico contra a Argentina, em Buenos Aires.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 X 1 COLÔMBIA
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 20/03/2025
Horário: às 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Alexis Herrera (VEN)
Assistentes: Jorge Urrego (VEN) e Tulio Moreno (VEN)
VAR: Juan Soto (VEN)
Cartões amarelos: Bruno Guimarães, Gabriel Magalhães e Joelinton (Brasil); Richard Ríos (Colômbia)
Público: 70.027 torcedores
GOLS: Raphinha, aos 5′ do 1ºT (Brasil); Luis Díaz, aos 40′ do 1ºT (Colômbia); Vinicius Júnior, aos 53′ do 2ºT (Brasil)
BRASIL: Alisson (Bento); Vanderson (Wesley), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Guilherme Arana; Bruno Guimarães (André), Gerson (Joelinton) e Raphinha; Rodrygo (Savinho), Vinicius Júnior (Léo Ortiz) e João Pedro (Matheus Cunha). Técnico: Dorival Júnior
COLÔMBIA: Vargas; Muñoz, Davinson Sánchez (Carlos Cuesta), Lucumí e Mojica; Lerma, Richard Ríos, Jhon Arias (Carrascal) e James Rodríguez (Castaño); Luis Díaz e Jhon Córdoba (Borré). Técnico: Néstor Lorenzo
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Alisson iguala marca histórica de Gylmar e Taffarel ao iniciar sua terceira Copa como titular
Ser titular da Seleção Brasileira em três Copas do Mundo da FIFA é para poucos. Entre os goleiros, apenas dois conseguiram a façanha: Gylmar, em 1958, 1962 e 1966, e Taffarel, nas edições de 1990, 1994 e 1998.
A partir do sábado (13), contra Marrocos, as duas lendas terão a companhia de um novo integrante no clube: Alisson Becker.
Titular absoluto da Seleção na última década, o goleiro do Liverpool chega a seu terceiro mundial, após participações em 2018 e 2022. Nas duas Copas do Mundo da FIFA anteriores, ele disputou nove jogos — ficou no banco apenas uma vez, contra Camarões, no Catar, quando Tite fez um rodízio em sua escalação.
O feito de Alisson é histórico e vem acompanhado de dois desafios: o primeiro é superar uma temporada em que sofreu quatro lesões. O segundo é igualar outro feito de Gylmar e Taffarel: os dois conquistaram o título da Copa do Mundo da FIFA.
Gylmar dos Santos Neves, ídolo do Santos e do Corinthians, foi campeão mundial em 1958 e 1962, jogando todos os jogos das duas campanhas. Em 1966, ele esteve nas duas primeiras partidas, mas foi substituído por Manga na derrota para Portugal, que eliminou a seleção ainda na fase de grupos.
Taffarel, por sua vez, consagrou-se com o tetracampeonato em 1994, disputando todos os minutos das sete partidas. Ele virou herói nacional na final contra a Itália, ao defender a cobrança de Daniele Massaro na disputa por pênaltis, vencida por 3 a 2.
O ídolo como treinador
Alisson chega ao momento especial na carreira caminhando lado a lado de Taffarel, uma das lendas que ele iguala em sua terceira Copa do Mundo da FIFA. O ídolo do tetra hoje é o treinador de goleiros da seleção e trabalha diariamente com o camisa 1.
Taffarel é, também, a maior referência de Alisson. No projeto “Cartas que Unem”, da FIFA, o atual goleiro da Seleçãorecebeu uma mensagem de seu irmão, Muriel Becker, que lembra as aventuras dos irmãos na infância.
Na carta, Muriel cita o ídolo em memórias sobre as Copas de 1994 e 1998 e presenteia Alisson com uma camisa de goleiro, como a que Taffarel usou nos Estados Unidos.
Temporada difícil
A presença de Taffarel é importante para Alisson no dia a dia, pela confiança que há entre ambos. Eles já trabalharam juntos no Liverpool, entre 2021 e 2025, além de quase uma década de parceria na seleção.
Além de questões técnicas nos treinamentos, Taffarel deu a Alisson a segurança de que ele teria seu espaço na seleção quando estivesse fisicamente bem. Esse apoio foi importante sobretudo na temporada 2025-26, quando o goleiro teve três lesões, a mais grave delas na coxa direita.
O problema físico tirou Alisson dos gramados por dois meses, entre março e maio deste ano. Ele só voltou a campo pelo Liverpool na última rodada da Premier League. Mas, na seleção, o clima nunca foi de corrida contra o tempo: a comissão técnica sempre esperou pelo seu titular.
“Temos uma boa relação. Antes de ser o treinador de goleiro dele no Liverpool há alguns anos, temos uma amizade muito boa. Sabemos da qualidade e do potencial dele, tanto dentro como fora de campo. É um líder com otimismo e vontade de vencer muito grande”, disse Taffarel à FIFA.
Subindo no ranking
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira, Alisson também deve ganhar posições na lista de goleiros brasileiros com mais jogos disputados no torneio.
Ele chega ao evento com 9 jogos disputados (são cinco em 2018, e quatro em 2022) e ocupa a quinta posição no ranking histórico. À sua frente, o gaúcho tem Taffarel (18 jogos), Gylmar (14) e Leão (14) e Júlio César (12).
Caso dispute as três partidas na fase de grupos, Alisson empatará com o ex-goleiro do Flamengo e da Internazionale. Caso a Seleção fique entre as quatro primeiras colocadas, serão oito jogos disputados — assim, o camisa 1 poderia chegar a 17 partidas, transformando-se no vice-líder da estatística.
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