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Ancelotti convoca Brasil para a Copa de 2026 e Neymar volta à Seleção após quase três anos
Carlo Ancelotti oficializou nesta segunda-feira a lista dos 26 jogadores que defenderão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A convocação confirma a presença de Neymar, principal novidade entre os nomes escolhidos para a disputa do Mundial, em que o Brasil tentará conquistar o sexto título da história.
O retorno do atacante ocorre após um longo período afastado da equipe nacional. Neymar não vestia a camisa da Seleção desde outubro de 2023, quando começou como titular na derrota por 2 a 0 para o Uruguai, pelas Eliminatórias. Naquela partida, o camisa 10 atuou por 45 minutos, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo e deixou o gramado chorando.
Antes do anúncio oficial, Ancelotti reconheceu o grau de dificuldade para fechar a convocação. Segundo o treinador, a disputa por vagas foi intensa e inevitavelmente deixaria jogadores insatisfeitos. Ele afirmou que a comissão técnica trabalhou com o máximo de informações possível para montar um grupo capaz de jogar com qualidade e espírito coletivo.
O técnico também destacou que não busca uma seleção idealizada, mas sim uma equipe competitiva e forte emocionalmente. Na avaliação de Ancelotti, a conquista de uma Copa do Mundo não depende de um elenco perfeito, mas de um time resiliente, capaz de suportar a pressão e responder nos momentos decisivos. O comandante ainda afirmou que não tem receio de dizer que o Brasil pode lutar pelo título, embora reconheça o peso da expectativa em torno da equipe.
Alguns nomes importantes, porém, ficaram fora da relação final por questões físicas. Os atacantes Estêvão, com lesão muscular de grau 4 na coxa direita, e Rodrygo, que se recupera de rompimentos do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho direito, não reuniram condições de ser convocados. O mesmo aconteceu com o zagueiro Éder Militão, afastado após ruptura do tendão do bíceps femoral na coxa direita.
A Copa do Mundo de 2026 será disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá. O torneio começará em 11 de junho e terá a final marcada para 19 de julho. Na fase de grupos, o Brasil integra a chave C, ao lado de Escócia, Marrocos e Haiti.
Pelo regulamento, os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para a fase eliminatória, assim como os oito melhores terceiros colocados no geral. Com o elenco agora definido, a Seleção inicia a contagem regressiva para a estreia no torneio e para mais uma tentativa de voltar ao topo do futebol mundial.
Veja a convocação da Seleção Brasileira para a Copa:
GOLEIROS
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
LATERAIS
Wesley (Roma)
Danilo (Flamengo)
Alex Sandro (Flamengo)
Douglas Santos (Zenit)
ZAGUEIROS
Marquinhos (PSG)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Bremer (Juventus)
Ibañez (Ah-Ahli)
Léo Pereira (Flamengo)
MEIO-CAMPISTAS
Casemiro (Manchester United)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Fabinho (Al-Ittihad)
Danilo Santos (Botafogo)
Lucas Paquetá (Flamengo)
ATACANTES
Neymar (Santos)
Vinícius Júnior (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)
Luiz Henrique (Zenit)
Endrick (Lyon)
Matheus Cunha (Manchester United)
Igor Thiago (Brentford)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Rayan (Bournemouth)
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Brasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
A Seleção Brasileira superou um primeiro tempo de sustos e derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29.09), em amistoso disputado no Suncorp Stadium, em Brisbane. Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vinicius Júnior balançaram as redes para o Brasil; Circati e Metcalfe marcaram para os donos da casa. A Seleção ainda tem mais um compromisso nesta Data Fifa: no sábado, encara a Índia às 11h (de Brasília), no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan Stadium, em Calcutá.
O jogo começou da melhor forma possível para os brasileiros. Aos dois minutos, uma jogada ensaiada pela ponta direita terminou com Rayan servindo Bontempo, que encontrou Vanderson livre para acertar um belo chute no ângulo e abrir o placar.
O segundo quase saiu em seguida. Raphinha recebeu na entrada da área e soltou uma pancada forte, obrigando Patrick Beach a fazer grande defesa. No rebote, o atacante do Barcelona voltou a finalizar, mas parou novamente no goleiro australiano.
Com o controle da posse de bola e do ritmo da partida, o Brasil ditava as ações, mas foi pego em falha pontual. Aos 29 minutos, após cobrança de escanteio fechado, a defesa brasileira se atrapalhou e Circati empatou para os mandantes.
O golpe abalou a equipe de Carlo Ancelotti, que três minutos depois viu o placar virar. Aos 32, a defesa saiu jogando errado, Metcalfe dominou com liberdade na entrada da área e finalizou com precisão, vencendo Otávio.
Aos poucos, a Seleção voltou a crescer. Aos 42, em mais uma boa trama coletiva, Danilo foi derrubado na área. O árbitro japonês Yusuke Araki revisou o lance no VAR e assinalou o pênalti. Raphinha cobrou com firmeza e deixou tudo igual antes do intervalo.
O segundo tempo começou mais equilibrado. A primeira grande chance foi australiana: aos 15 minutos, Circati apareceu livre na área após escanteio, mas cabeceou por cima, desperdiçando boa oportunidade para os donos da casa.
Do outro lado, o Brasil demorou a criar, mas foi cirúrgico quando chegou. Depois de um primeiro tempo discreto, Vinicius Júnior passou a aparecer mais no jogo. O atacante foi lançado pela esquerda e encontrou Endrick dentro da área, que deu um passe preciso para Bruno Guimarães completar para o fundo das redes e recolocar o Brasil em vantagem.
Aos 30 minutos, quase saiu o quarto. Vini arrancou pela esquerda e inverteu a jogada para Estêvão, que finalizou no canto e viu Patrick Beach fazer mais uma grande defesa. No rebote, a bola ainda bateu em Endrick antes de sair pela linha de fundo.
Aos 34, nada impediu o gol que selou a vitória. Vinicius Júnior fez bela jogada individual, driblou o marcador e foi derrubado dentro da área. O próprio camisa 7 cobrou o pênalti com categoria e converteu.
Nos minutos finais, a equipe de Carlo Ancelotti administrou a vantagem e controlou a partida até o apito final, confirmando o resultado.
| FICHA TÉCNICA | ||
|---|---|---|
| Austrália 2 x 4 Brasil | ||
| Competição | Amistoso | |
| Local | Suncorp Stadium, Brisbane (AUS) | |
| Data | 29 de setembro de 2026 (terça-feira) | |
| Horário | 7h (de Brasília) | |
| Cartões | Amarelos (Austrália) | Irankunda, Souttar |
| Cartões | Amarelos (Brasil) | Gabriel Magalhães, Endrick |
| Cartões | Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro | Yusuke Araki (JAP) |
| Arbitragem | Assistentes | Kota Watanabe (JAP) e Kohe Ando (JAP) |
| Arbitragem | Quarto árbitro | Ryo Tanimoto (JAP) |
| Gols | 1º gol | Vanderson, aos 2 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 2º gol | Circati, aos 29 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 3º gol | Metcalfe, aos 33 do 1ºT (Austrália) |
| Gols | 4º gol | Raphinha, aos 44 do 1ºT (Brasil) |
| Gols | 5º gol | Bruno Guimarães, aos 24 do 2ºT (Brasil) |
| Gols | 6º gol | Vinicius Júnior, aos 34 do 2ºT (Brasil) |
| Escalação | Austrália | Patrick Beach; Jacob Italiano (Geria), Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington; Aziz Behich, Jackson Irvine e Paul Okon-Engstler (O’Neill); Connor Metcalfe (McGree), Nestory Irankunda (Younis) e Tete Yengi. Técnico: Tony Popović |
| Escalação | Brasil | Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino). Técnico: Carlo Ancelotti |
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