Brasil de Pelotas

Brasil de Pelotas e CSA empatam em 1 a 1 pela 37ª rodada da Série B

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No estádio Rei Pelé, em Maceió, o Brasil enfrentou, na noite de sexta (22), o CSA, em partida válida pela 37ª rodada da Série B do Brasileiro. O time comandado pelo técnico Cláudio Tencati saiu na frente, mas acabou sofrendo o gol de empate, finalizando o jogo no placar de 1 a 1. Para finalizar a competição, o Xavante entra em campo na próxima sexta (29), enfrentando o Vitória. A partida inicia às 21h30, no Bento Freitas.

Na primeira etapa, o rubro-negro criou várias oportunidades de finalizações, jogando com o time totalmente ofensivo. Aos 31 minutos, Matheus Oliveira dominou a bola e chutou com força para o gol, quase abrindo o placar. Mas foi aos 37 que as redes balançaram. Bruno José, com classe, chutou de fora da área e tirou o primeiro zero do marcador. Brasil 1 a 0.

Nos 45 finais, o Brasil seguiu com maior domínio do jogo. Logo no início, Matheus Oliveira chegou perto de fazer o segundo, mas o chute acabou triscando a trave. Porém, quando o relógio marcava 10 minutos, o time da casa acabou empatando com um gol de Rafinha, em cobrança de falta que desviou na barreira e tirou as chances de defesa do goleiro Marcelo. Os donos da casa seguiram pressionando até o apito final da partida, mas o placar ficou mesmo no empate.

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Com o resultado, o Brasil chega aos 49 pontos e ocupa da 11º posição na tabela. O último compromisso do Brasil na Série B está marcada para próxima sexta (29), às 21h30, no Bento Freitas, quando recebe o Vitória.

Ficha técnica:

Brasil: Marcelo, Felipe Albuquerque (Rodrigo Ferreira), Heverton, Diego Ivo, Mateus Mendes, Cazonatti, Bruno Matias (Rafael Vinicius), Pablo, Matheus Oliveira (Dellatorre), Bruno José (Jarro) e Matheuzinho. Técnico Cláudio Tencati.

CSA: Matheus Mendes, Diego Renan (Norberto), Cleberson, Luciano Castán, Rafinha, Geovane, Yago (Pedro Júnior), Nadson (Rafael Bilú), Gabriel, Rodrigo Pimpão (Andrigo) e Pedro Lucas (Roni). Técnico Mozart.

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Brasil de Pelotas

Presidente do clube Brasil de Pelotas recebe homenagem

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Ninguém tem mais tempo na cadeira de presidente do que ele. Pouco possuem semelhantes conquistas. Todos reconhecem a sua fundamental participação na centenária história rubro-negra. Depois de mais de 9 anos, chega ao fim a era de Ricardo Fonseca como presidente do GE Brasil. Desde novembro de 2011, inúmeros foram os motivos para sorrir, se alegrar e ter a certeza de cravar: é um clube ainda maior, hoje, do que há quase dez anos.

Quando, em 09 de novembro daquele 2011, Ricardo Fonseca recebeu o comando do seu clube do coração das mãos do presidente André Araújo, inúmeras eram as dificuldades. Ainda ferido pelo acidente que matou três ídolos e marcou a história Xavante, o Brasil precisava se reerguer, reencontrar. A situação financeira era – como em quase toda história – muito difícil. As disputas que viriam não eram tão empolgantes: a Divisão de Acesso do Gaúcho, as copinhas do segundo semestre e uma Série D, fruto do rebaixamento polêmico naquele ano. Seria um 2012 de muito desafio e vital para a sequência da história centenária do clube.

Ricardo não se acomodou, tratou de organizar a casa e, com diversos parceiros, foi atrás dos sonhos. No meio do caminho, uma parceria se fez e o sucesso veio: a chegada do técnico Rogerio Zimmermann. É inegável que essa parceria trouxe vários frutos ao clube. Já em 2012, mesmo sem o acesso ao Gauchão, o vice campeonato da Copa Helio Dourado trouxe ao Brasil algo inédito: participar da Copa do Brasil.

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E 2013 foi marcante. O retorno à elite do futebol gaúcho com o título da Divisão de Acesso e a estreia na Copa do Brasil mostraram que, sim, novos rumos estavam chegando ao Bento Freitas. 2014 foi além: campeão do Interior e acesso à Série C do Brasileirão. Parecia que a gestão Ricardo Fonseca já tinha cumprido seu papel no clube. Ledo engano.

O 2015 trouxe um Brasil arrasador. Bicampeão do Interior, reencontrou o Flamengo na Copa do Brasil, chamando atenção do país todo. Mas, o que seria, naquele jogo, algo a comemorar, trouxe um dos mais impactantes desafios para Fonseca: a reconstrução do Bento Freitas. Ele não titubeou e, mais uma vez, cumpriu seu papel de líder de uma nação apaixonada. Trouxe parceiros, gente afim de ajudar o clube e, hoje, no fim do seu mandato, temos um Caldeirão novinho. Mas 2015 não se resumiu a apenas essas duas histórias. Com uma Série C arrasadora, um time de encher os olhos, o Brasil conquistou o acesso diante de um Castelão com mais de 63 mil torcedores.

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A tão sonhada Série B chegou e com ela mais dificuldades. Embora no primeiro ano, o Brasil tenha passado boa parte no G4, a estrutura deficitária, aliada ao histórico de dívidas do clube, trouxe a necessidade de muito equilíbrio. E assim, foi feito. Entre a dificuldade no Gauchão 2017, a melhor colocação na Série B, um oitavo lugar. Em 2018, depois de mais de 50 anos, o Brasil voltou a disputar uma final de Campeonato Estadual. E nem mesmo o vice-campeonato tirou o orgulho dos Xavantes. 2019 e 2020 a história nos trouxe mais capítulos de superação. Superar não apenas os adversários, mas as nossas próprias limitações estruturais, financeiras e, neste ano, de uma pandemia.

Por isso, diante de tantas adversidades, Ricardo Fonseca soube ser líder. Soube reconstruir a base, mudar de patamar o futebol Xavante, colocar o Brasil entre os grandes clubes do país e equalizar um passivo histórico, seja financeiro, seja estrutural. Ricardo deixará a presidência do clube hoje e o seu legado permanecerá.

Ele tem, sim, o seu nome gravado na nossa história e, para sempre, onde for, ouvirá de cada torcedor Xavante: obrigado, Presidente!

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