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BRASILEIRÃO 2025

Bahia

James Freitas do Bahia comemora estratégia e vitória sobre Atlético MG

Tricolor tem formação mais conservadora no primeiro tempo e é dominado pelo Atlético-MG; na etapa final, cresce com entrada de Gilberto e Daniel e vence de virada

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O Bahia reagiu no segundo tempo e, de virada, venceu o Atlético-MG por 3 a 1, na noite desta segunda-feira, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para bater o Galo, o Tricolor superou um primeiro tempo ruim, em que saiu para o intervalo perdendo por 1 a 0. Na etapa final, cresceu com as mudanças e marcou os seus gols com Daniel e Gilberto (duas vezes).

O Bahia foi a campo com uma formação mais conservadora. O técnico Mano Menezes montou o time com Ernando novamente na lateral, quatro jogadores no meio e dois atacantes. O sistema não funcionou na etapa inicial, e a equipe melhorou no segundo tempo com as entradas de Gilberto, Marco Antônio e Daniel.

Como Mano estava suspenso, quem comandou o Bahia na beira do gramado foi o auxiliar técnico James Freitas. Na entrevista após a partida, ele explicou as mudanças.

A formação se dá em função do desgaste que a gente vem acumulando com os jogos. Fizemos um jogo em Goiânia, retornarmos na madrugada. A condição de descanso, de sono, não foi tão boa. A gente praticamente só recuperou os jogadores no sábado e optou por treinar, no domingo, quem estava mais inteiro. A formação inicial se dá muito por isso, em virtude de a gente colocar jogadores com condições de competir mais no primeiro tempo – explicou.

Questionado se a formação do Bahia no segundo tempo seria então a ideal para o time, James preferiu analisar jogo a jogo.

Cada jogo é uma história diferente. A formação do segundo tempo deu resultado no jogo. Felizmente, nossos jogadores entraram muito bem na partida, Gilberto foi decisivo. Nem tanto. Os jogadores que entraram no primeiro tempo cumpriram a missão de conseguir fechar os espaços. Difícil jogar contra o Atlético, em função do grande número de jogadores que eles colocam à frente da linha da bola. Era necessário que a gente sustentasse a partida sem tomar gol. Acabamos tomando um gol e sustentamos o placar mínimo até o intervalo para poder fazer algumas alterações, até de posicionamento, para poder enfrentar um pouquinho melhor o jogo no segundo tempo. Penso que uma partida é distinta da outra. Acredito que a gente tem uma caminhada longa, não terminamos o turno ainda. Então temos muitos jogos para a gente ser afirmativo em relação à formação.

Autor de dois gols no jogo, Gilberto foi o grande destaque do Bahia ao entrar no segundo tempo da partida. James relata que o atacante era um dos mais desgastados no time e que a intenção era poupá-lo no início do jogo.

Gilberto era um dos jogadores que estavam bem desgastados pela sequência. A gente fez a opção de segurar ele para uma situação melhor no segundo tempo. Sabíamos que íamos enfrentar defensores fortes, como Réver, o Igor Rabello, que entrou depois, Junior Alonso. Sabíamos que era uma tarefa difícil e para um jogador com desgaste. Felizmente, nossa estratégia deu certo, para que ele pudesse dar tudo nos 45 finais – falou.

– Existe muita transparência no nosso dia a dia. As coisas são bem pontuadas para o grupo. Os jogadores entendem. Hoje foi Gilberto e Daniel que nós precisamos segurar. Amanhã pode ser outro jogador em função da minutagem que cada um está fazendo. Nesse campeonato a gente tem viagens, tem deslocamentos longos, então o desgaste acaba sendo determinante para as decisões que a gente toma – completou.

Com o resultado, o Bahia foi a 19 pontos e subiu para a 12ª posição. O Tricolor volta a campo agora só no dia 31 deste mês, quando encara o Santos, na Vila Belmiro.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de James Freitas

Primeiro tempo e o que mudou
– Nós conversamos aqui, um pouquinho antes de terminar o primeiro tempo. Eu o Claudinho estávamos conversando. A gente já tinha pensado em fazer a alteração no intervalo. Fomos para o intervalo, conversamos com os jogadores, sentimos o que eles estavam sentindo dentro do campo. Procuramos entender como o jogo estava se dando até o presente momento, com a opinião dos jogadores, para adiantar um pouquinho a linha do Elias com a entrada do Daniel para fazer essa função logo no início do segundo tempo, para a gente poder ter um pouquinho mais de pressão na primeira linha deles, que roda com três jogadores.

– E com a saída do Ramon, a gente conseguiu que o Gregore ficasse flutuando um pouquinho mais pela frente, para marcar a jogada de infiltração do equatoriano. A gente marcava um pouquinho mais pela frente para ter mais poder de saída e encaixar um pouquinho mais os contra-ataques e também para sustentar mais a bola no nosso domínio, que foi o que aconteceu no segundo tempo. O que estava nos faltando no primeiro tempo era a gente conseguir segurar um pouquinho mais a bola para ter um segundo, terceiro passe, e achar os homens de frente lá em condições de transitar e chegar ao gol do Atlético-MG.

Procura por equilíbrio
– Jogo de futebol, a gente não escolhe como vai desempenhar. Penso que, no primeiro tempo, pode ser que a gente não tenha tido situações, também muito em função do que o adversário estava propondo. Claro que, no segundo tempo, a gente consegue transitar um pouco melhor. A gente conseguiu reter um pouco mais a bola na nossa linha de meio e trabalhar para trocar de corredor, que era o nosso objetivo, tínhamos treinado para isso, que a gente não conseguiu fazer no primeiro tempo. Mas o jogo tem que ser analisado como um todo. Faz parte. Você vai alternar. Em jogos desse nível, vai ter um primeiro tempo em que o adversário vai ser melhor que nós ou a gente vai ser melhor que o adversário. E um segundo tempo em que vai ser inferior. O que a gente procura é ter equilíbrio para que a gente não faça tempos distintos e consiga ter uma regularidade melhor na competição.

Regularidade
– Uma equipe de futebol passa por esses momentos. Penso que a gente está aqui num início de trabalho. O Bahia tem uma forma de jogar, e a gente está retomando essa forma de jogar. O que a gente busca é essa regularidade, que a gente alternou um pouco em relação a desempenho. É o que a gente busca. Na medida em que o trabalho vai transcorrendo, a gente vai adquirindo essa regularidade melhor e poder fazer não tempos distintos. Poder ter uma caminhada mais segura dentro da competição.

Estratégia
– O que a gente tem que analisar é que a equipe do Atlético-MG vem praticando um jogo de posição. Semelhante à equipe do Manchester City, o Barcelona já fez e faz. Se torna difícil, na medida em que eles são mais dominantes na circulação e infiltrações. Era necessário tomar cuidado para evitar que eles entrassem na nossa última linha com esses movimentos que tanto os extremos deles como os interiores acabam fazendo dentro do jogo. Então optamos por estar mais próximos do adversário, não usar tanto a referência do espaço, mas um pouquinho mais a referência dos homens, justamente para a gente poder conter mais a iniciativa do Atlético. Trabalhamos a nossa defesa para ter uma orientação boa em relação às bolas cobertas e descobertas. A equipe reagiu bem à demanda. Penso que a gente também neutralizou as entradas e infiltrações por dentro. Penso que isso foi determinante para a gente conseguir o resultado.

 

 

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Bahia

Bahia vence o Botafogo de virada na Fonte Nova e encerra jejum no Brasileirão

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O Bahia voltou a vencer no Campeonato Brasileiro neste sábado ao superar o Botafogo por 2 a 1, de virada, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 18ª rodada. O resultado encerrou uma sequência de oito jogos sem triunfo da equipe tricolor, que contou com um gol contra de Raúl e outro de David Duarte para garantir os três pontos. Huguinho marcou para o Alvinegro.

A vitória recolocou o Bahia no grupo dos seis primeiros colocados. O time chegou aos 26 pontos e assumiu a sexta posição da tabela. Já o Botafogo permaneceu com 22 pontos e caiu para o 11º lugar, deixando escapar a chance de se aproximar da parte de cima da classificação.

O jogo

O Botafogo começou mais eficiente. Logo aos seis minutos, Huguinho recuperou a bola no meio-campo, avançou com liberdade e soltou uma finalização certeira no ângulo, sem chances para o goleiro, abrindo o placar em Salvador.

A partida mudou de cenário ainda no primeiro tempo, em meio a lances decisivos que passaram pelo VAR. Aos 40 minutos, Ademir foi inicialmente expulso por falta em Medina, mas a revisão anulou o cartão vermelho e transformou a punição em amarelo. Pouco depois, aos 45, o goleiro Neto acabou expulso por reclamação após contestar uma marcação de escanteio. Sem outra opção, o técnico Franclim Carvalho precisou recorrer à alteração emergencial no gol, com Lucas Villalba entrando no lugar de um jogador de linha para assumir a meta alvinegra.

Na etapa final, o Bahia aproveitou a vantagem numérica e passou a pressionar mais. O empate veio aos 11 minutos, em lance infeliz de Raúl, que recuou forte para o goleiro e viu a bola entrar lentamente após o erro do companheiro Ferraresi.

A virada saiu já nos minutos finais. Aos 45, David Duarte apareceu livre dentro da área e completou o cruzamento de Ademir, decretando a reação tricolor e a retomada das vitórias diante da torcida.

Próximos jogos

Bahia

  • Jogo: Atlético-MG x Bahia
  • Data e horário: a definir
  • Competição: Campeonato Brasileiro (19ª rodada)
  • Local: Arena MRV, em Belo Horizonte (MG)

Botafogo

  • Jogo: Botafogo x Santos
  • Data e horário: a definir
  • Competição: Campeonato Brasileiro (19ª rodada)
  • Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ)
FICHA TÉCNICA
Bahia 2 x 1 Botafogo
Competição Campeonato Brasileiro (18ª rodada)
Local Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data 30 de maio de 2026 (sábado)
Horário 17h30 (de Brasília)
Cartões amarelos Botafogo: Montoro, Ferraresi, Medina e Huguinho; Bahia: Ademir e Erick
Cartões vermelhos Neto (Botafogo)
Arbitragem Árbitro: Davi De Oliveira Lacerda (ES)<br>Assistentes: Douglas Pagung (ES) e Pedro Amorim de Freitas (ES)<br>VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)
Gols Huguinho, aos 6′ do 1ºT (Botafogo)<br>Raúl (gol contra), aos 11′ do 2ºT (Bahia)<br>David Duarte, aos 45′ do 2ºT (Bahia)
 Bahia Ronaldo; Gilberto, David Duarte, Ramos Mingo e Zé Guilherme (Sanabria); Caio Alexandre (Éverton Ribeiro), Erick (Everaldo) e Rodrigo Nestor; Kike Oliveira (Ademir), Erick Pulga e Willian José. Técnico: Rogério Ceni.
Botafogo Neto; Mateo Ponte, Ferraresi, Justino e Alex Telles; Huguinho, Medina (Rodríguez) e Montoro (Newton); Lucas Villalba (Raúl), Kauan Toledo (Matheus Martins) e Arthur Cabral. Técnico: Franclim Carvalho.
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