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TIMES DA SÉRIE A

BRASILEIRÃO 2025

Copa do Mundo

As defesas que podem decidir o título no Catar

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O ataque do Brasil vem sendo brilhante, e Mbappé e Messi, mágicos.

Porém, quem espera que o destino desta Copa do Mundo FIFA seja definido por seus atacantes mais incríveis provavelmente se decepcionará.

Afinal, a história nos diz que, ao avaliar os candidatos ao título, devemos voltar nossas atenções à outra ponta do campo.

As provas nesse sentido são bastante conclusivas. As mais fortes e goleadoras não são as que tendem a ganhar as Copas do Mundo. Se fosse assim, a Bélgica, e não a França, seria a atual campeã mundial. Uma defesa fechada, por outro lado, é o que faz um vencedor.

A Espanha de 2010 é o exemplo citado com mais frequência, ao arrancar vitórias por 1 a 0 em cada um de seus jogos na fase eliminatória. No entanto, uma análise mais ampla mostra que, das 24 partidas disputadas pelos seis últimos campeões da Copa do Mundo, 17 terminaram sem que eles levassem gols.

Argentina

Gol sofrido na fase de grupos : 2 Gols suportaram no mata-mata : 1

Análise da defesa : Certo, a derrota no jogo de estreia não foi o melhor dos começos. Os dois gols da Arábia Saudita no segundo tempo eram ambos evitáveis, e os zagueiros da Argentina pareciam estar grudados no chão, principalmente no primeiro. Porém, assim como a equipe como um todo, esses mesmos defensores responderam bem surpreendentemente revés.

Lionel Messi apresentou Nicolás Otamendi e Cristian Romero como os jogadores de melhor atuação na vitória das oitavas de final sobre a Austrália. Não fosse o desvio do chute sem muita pontaria de Craig Goodwin, os argentinos chegaram às quartas de final com três partidas seguidas sem sofrer gols.


Brasil

Gol sofrido na fase de grupos : 1 Gols suportaram no mata-mata : 1

Análise da defesa: Seria justificado argumentar que o Brasil ainda não levou um gol que realmente importa nesta Copa do Mundo. É verdade que a defesa, assim como toda a equipe, decepcionou contra Camarões e resistiu aos cruzamentos em particular, mas a vaga nas oitavas já estava garantida e Tite deu um descanso para seus titulares da zaga.

Nas oitavas, a Seleção sofreu um gol quando já ganhou por 4 a 0 e ia bem, e seria duro demais culpar Thiago Silva e companhia por aquele chutaço de 30 metros de distância. Ainda assim, apesar de uma bomba de Paik Seungho poder ser classificado como “indefensável” e ter saído em um momento em que o resultado já estava muito fora do alcance dos coreanos, Alisson precisou fazer mais defesas – algumas delas espetaculares – do que Tite teria gostado.

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Croácia

Gol sofrido na fase de grupos : 1 Gols suportaram no mata-mata : 1

Análise da defesa : Levar só dois gols em quatro jogos, considerando a dificuldade de seu grupo e do desempenho que seu adversário nas oitavas obteve marcando contra Alemanha e Espanha, não é pouca coisa.

O fato de a Croácia ter se recuperado duas vezes depois de sair perdendo seus compromissos – primeiro contra o Canadá e, depois, contra o Japão – também diz muito de suas organizações defensivas e solidez de caráter. Vale a pena dizer também que Josko Gvadiol, chamado pelo técnico Zlatko Dalic de “o melhor zagueiro do mundo”, é um dos jogadores de melhor desempenho no torneio até o momento.


inglaterra

Gol sofrido na fase de grupos : 2 Gols sofreram no mata-mata : 0

Análise da defesa : A Inglaterra chegou a esta Copa do Mundo tendo sofrido gols em cinco dos seis jogos anteriores que havia disputado, e com Gareth Southgate criticou por continuar escalando Harry Maguire, considerado em má fase.

O técnico, é claro, foi desculpado pela demonstração de confiança, já que Maguire se mostrou um dos melhores jogadores de uma seleção que só sofreram dois gols – ambos receberam contra o Irã quando o placar era de, respectivamente, 4 a 0 e 6 a 1 a favor dos ingleses. Os três jogos que vieram a seguir, em que a defesa ficou invicta, deu à torcida da Inglaterra uma verdadeira razão para o otimismo.


França

Gol sofrido na fase de grupos : 2 Gols suportaram no mata-mata : 1

Análise da defesa : No papel, os franceses parecem ser um dos sets com a defesa mais aberta dos oito selecionados restantes, depois de sofrer gols em todos os jogos que fizeram no Qatar-2022. Porém, vale ter em conta que a coluna de “gols suportados” da França a essa altura na Rússia-2018 dava os mesmos motivos para preocupação, mas que, a seguir, a equipe acabou chegando à final com dois jogos em que sua defesa não foi vazada.

Considerando a qualidade conjunta dos quatro defensores, parece mais ideia desconsiderar a máxima de que a fase é temporária, mas a categoria é permanente. Os franceses podem provar isso pela segunda vez consecutiva.

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Marrocos

Gol sofrido na fase de grupos : 1 Gols suportados no mata-mata : 0

Análise da defesa : Esta não é difícil. Não é por acaso que os marroquinos, que não levaram gols do trio de pesos-pesados ​​europeus formados pela Bélgica, Croácia e Espanha, têm a melhor defesa do Qatar-2022.

O nível de organização e de espírito de equipe que chorou é ainda mais notável considerando que o técnico Walid Regragui teve apenas três meses para fazer desta a seleção disciplinada que estamos vendendo no Qatar. Até mesmo Portugal, que vem marcando gols de sobra e está empatado como o melhor ataque da competição (12 gols), deve achar o Marrocos um osso duro de roer.

Holanda

Gol sofrido na fase de grupos : 1 Gols suportaram no mata-mata : 1

Análise da defesa : Louis van Gaal mais uma vez depositou sua confiança em um esquema com três zagueiros que se mostrou muito eficaz para ele no Brasil-2014, obtendo resultados igualmente positivos a esta altura da competição.

Além disso, a Holanda de hoje tem defensores de mais peso que o selecionado que ficou em terceiro há oito anos. O capitão Virgil van Dijk é considerado por muitos como um jogador incomparável em sua posição, enquanto boa fase de Nathan Aké e Jurriën Timber ao seu lado perdeu Matthijs de Ligt, um dos zagueiros mais caros da história, esquentando o banco.


Portugal

Gol sofrido na fase de grupos : 4 Gols sofreram no mata-mata : 1

Análise da defesa : Estatisticamente, o encontro pelas quartas de final entre portugueses e marroquinos põe frente a frente a melhor e a pior defesa das características que restam. A verdade, como sempre, tem mais nuances, já que a linha de zaga de Portugal, é construída ao redor de um eternamente jovem Pepe e de um zagueiro como Rúben Dias, amplamente considerado um dos melhores do mundo.

Vale comentar que Portugal também sofreu quatro gols na fase de grupos de sua campanha vitoriosa na Eurocopa de 2016, quando acabou erguendo a taça depois de manter a defesa invicta no mata-mata contra a Croácia, País de Gales e a anfitriã França. Coincidência ou mais

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Copa do Mundo

Argentina vira contra Inglaterra nos acréscimos e garante vaga na final da Copa do Mundo 

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A Argentina está na final da Copa do Mundo mais uma vez. Em uma partida eletrizante no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, os atuais campeões mundiais venceram a Inglaterra de virada por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, com um gol nos acréscimos do segundo tempo. O resultado colocou os argentinos na grande decisão do torneio, onde vão defender o título diante da Espanha.

A final está marcada para domingo, às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Será a segunda decisão consecutiva de Copa do Mundo para a Argentina, que busca o quarto título mundial. Do outro lado, a Espanha de Lamine Yamal chega após eliminar a França na terça-feira.

A Inglaterra, por sua vez, viu o sonho de voltar a uma final após 60 anos ruir mais uma vez. Os britânicos ainda podem buscar a terceira colocação na competição. A disputa pelo bronze será contra a França, neste sábado, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami.

O jogo

O primeiro tempo foi marcado pelo equilíbrio e pela falta de chances claras. O jogo só começou a ganhar emoção a partir dos 32 minutos, quando Rice cobrou falta na área e encontrou John Stones, que cabeceou com perigo para fora. A Argentina respondeu aos 37 com Enzo Fernández, que arriscou de longa distância e viu a bola passar raspando o travessão.

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Na etapa final, o ritmo mudou completamente. Logo no primeiro minuto, Julián Álvarez recebeu lançamento de Dibu Martínez, invadiu a área e soltou uma pancada com a perna direita, mas parou em boa defesa de Pickford. No rebote, o atacante tentou novamente e mandou para fora.

A Inglaterra abriu o placar aos nove minutos. Harry Kane deu um lançamento longo, a bola desviou em Tagliafico e sobrou com Rice, que ajeitou para Morgan Rogers no corredor direito. Ele cruzou na medida para Anthony Gordon, que completou para o fundo das redes.

A pressão argentina aumentou a partir de então. Aos 23, Messi cruzou na cabeça de Nico González, que testou firme e parou em um milagre de Pickford. Já aos 30, De Paul encontrou cruzamento perfeito para Mac Allister, que cabeceou e acertou a trave.

O empate veio aos 40 minutos, depois de tanta insistência. Messi recebeu pelo lado direito e tocou para Enzo Fernández, completamente livre de marcação na entrada da área. O meio-campista acertou um chutaço, sem chances para Pickford, e deixou tudo igual no placar.

Quando a partida caminhava para a prorrogação, a Argentina conseguiu a virada. Aos 46 minutos, Mac Allister recebeu sozinho na entrada da área e bateu rasteiro na trave. No rebote, Messi fez linda jogada pelo lado direito, livrou-se de dois marcadores e cruzou na cabeça de Lautaro Martínez, que empurrou para o fundo do gol e decretou a vitória argentina.

  Argentina vira contra Inglaterra nos acréscimos e garante vaga na final da Copa do Mundo 
FICHA TÉCNICA
Placar

Inglaterra 1 x 2 Argentina

Competição Copa do Mundo — semifinal
Local Mercedes-Benz Stadium, Atlanta (EUA)
Data e horário 15 de julho de 2026, quarta-feira, às 16h (de Brasília)
Cartões amarelos Inglaterra: Eliott Anderson. Argentina: Lisandro Martínez, Romero e De Paul.
Cartões vermelhos Nenhum
Árbitro Ismail Elfath (EUA)
Assistentes Corey Parker (EUA) e Kyle Atkins (EUA)
VAR Marco di Bello (ITA)
Gols Anthony Gordon, aos 9′ do 2ºT (Inglaterra); Enzo Fernández, aos 40′ do 2ºT (Argentina); Lautaro Martínez, aos 46′ do 2ºT (Argentina).
Inglaterra Pickford; Reece James (Burn), Stones (Toney), Guéhi e Spence (Rashford); Declan Rice (O’Reilly), Elliott Anderson e Bellingham; Morgan Rogers, Gordon (Konsa) e Harry Kane. Técnico: Thomas Tuchel.
Argentina Emiliano Martínez; Molina (Montiel), Romero, Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico (Lautaro Martínez); Paredes (Nico González), Enzo Fernández e Mac Allister; Giuliano Simeone (De Paul), Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
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