Palmeiras
No Palmeiras desde a infância, Giovani realiza sonho e lembra encontro com Dudu
Apesar de ter apenas 17 anos, o atacante Giovani conhece muito bem o Palmeiras. O menino nascido em Itaquaquecetuba, Região Metropolitana de São Paulo, chegou ao Verdão em 2014 para integrar o Sub-10 do clube, voltado para a transição do futsal para o futebol de campo, e passou por todas as demais categorias até estourar em 2020, quando, atuando pelo Sub-17 e Sub-20 ao mesmo tempo, foi o artilheiro geral da base alviverde com 14 gols. Tal desempenho despertou a atenção do técnico Abel Ferreira, que o trouxe para treinar entre os profissionais em 2021.
“Estar aqui hoje é um sonho de criança realizado. Nos meus primeiros dias com os jogadores, eu fingia que estava tudo normal, mas chegava em casa e pensava: ‘Pô, estava com os caras lá hoje cedo’. Até tempos atrás, eu só os via pela televisão. É inacreditável”, afirmou o jovem, que estreou como profissional logo em um Derby, no dia 3 de março, na Arena Corinthians, pelo Campeonato Paulista. “Quando o professor me chamou, confesso que deu um frio na barriga imenso e fiquei muito ansioso. Mas, quando entrei em campo, já fiquei mais tranquilo, pois coloquei na cabeça que estava em um campo de futebol, que é um lugar onde estive desde sempre. Mas a ficha de ter estreado pelo Profissional do Palmeiras só foi cair mesmo no dia seguinte (risos)”, disse.
O debute como titular foi no último dia 18, contra o Botafogo-SP, em Riberão Preto-SP, após ter entrado também contra São Caetano e Ferroviária. “Fiquei feliz com meu desempenho como titular. Acho que deu para apresentar um bom futebol. Infelizmente, não alcançamos a vitória, mas consegui mostrar minhas principais características, que são o drible e a velocidade. Agora é trabalhar firme para ter mais oportunidades e aproveitá-las bem”, comentou.
Giovani foi campeão Sub-15 na Coreia do Sul (Torneio de Jeju), na Itália (We Love Football), no Japão (Copa Internacional Tóquio) e no Paulista da categoria. Mas o título mais inesquecível foi o Paulista Sub-11 de 2015, por conta de um encontro especial. “Fomos campeões paulistas e depois fomos a um jogo no Allianz Parque para dar volta olímpica. O torcedor foi muito legal com a gente, aplaudiu bastante. Éramos crianças, não tínhamos muita noção do que estávamos fazendo. Depois, pudemos ir ao vestiário conversar com os jogadores. Pude ver Gabriel Jesus, Dudu e outros pela primeira vez. O Dudu, um ídolo para mim, foi muito legal e falou para eu continuar trabalhando firme que um dia estaria no Profissional com ele. Ele não está aqui hoje, mas eu estou. Deu certo. Isso foi marcante para mim até hoje”, lembrou o garoto, palmeirense mais jovem inscrito nas Libertadores de 2020 e 2021.
Elogiado por Abel Ferreira em entrevistas pelo que apresenta no dia a dia, Giovani mostra desenvoltura também fora de campo. Convocado para o trote habitual das Crias da Academia convocadas para jogos do Profissional, o atacante interagiu bastante com os mais experientes do elenco e conquistou o carinho de todos. “Eu sou uma pessoa alegre. Tento sempre trazer alegria para onde estou, e os caras me abraçaram muito bem aqui. Eles brincaram comigo no trote, e levei na boa, fique solto. Sou juvenil (risos). São brincadeiras saudáveis porque eles gostaram de mim e estou muito feliz aqui no Profissional”, destacou. “Passo mais tempo no Palmeiras do que em casa. Isso tudo é uma família para mim. Cada dia que passa, me sinto mais feliz aqui. O Palmeiras foi o time que me acolheu da melhor forma. Já passei muitas coisas aqui, ruins e boas, e devo muito a esse clube. Vou trabalhar muito para retribuir tudo isso com muitos títulos”, completou.

Libertadores
Palmeiras empata com Cerro Porteño no Paraguai e perde a liderança no grupo
Em uma partida repleta de alternâncias, bolas na trave, substituições e chances claras de gol, Palmeiras e Cerro Porteño empataram em 1 a 1 na noite desta quarta‑feira (29.04), em Assunção, pela fase de grupos da competição continental. O Verdão abriu o placar ainda na primeira etapa com Jhon Arias, mas sofreu o empate no segundo tempo após um lance improvável que terminou em gol contra de Carlos Miguel.
O Palmeiras teve maior domínio da posse de bola ao longo do duelo — 61% no primeiro tempo e chegando a 67% na segunda etapa —, mas encontrou dificuldade no último terço do campo e sofreu com a pressão dos paraguaios nos minutos finais.
Primeiro tempo
O jogo começou com o Palmeiras valorizando a posse e trocando passes desde a defesa, enquanto o Cerro Porteño tentava se fechar no próprio campo. O time brasileiro levou perigo principalmente com Allan Elias e Jhon Arias, que trocaram boas jogadas pelo lado esquerdo.
Aos 33 minutos, veio o gol alviverde: Allan Elias recebeu belo lançamento nas costas da marcação e cruzou rasteiro para Jhon Arias empurrar para o fundo das redes, abrindo o placar. O Palmeiras manteve o controle depois do gol e ainda criou boas chances com Murilo e Flaco López, parando sempre no goleiro Alexis Arias, um dos destaques da partida.
O Cerro Porteño assustou pouco na etapa inicial, limitando-se a chutes de média distância, todos defendidos sem sustos por Carlos Miguel.
Segundo tempo
Logo no início do segundo tempo o tom da partida mudou. Mais agressivo, o Cerro Porteño passou a incomodar a defesa palmeirense e explorar jogadas de velocidade. E aos 27 minutos, após finalização colocada de Juan Iturbe que acertou a trave, a bola voltou e bateu nas costas de Carlos Miguel antes de morrer no fundo do gol, empatando o confronto.
A partir daí, o duelo ganhou em intensidade. O Palmeiras buscou retomar o controle com as entradas de Maurício, Felipe Anderson, Lucas Evangelista e Khellven. Andreas Pereira, já nos acréscimos, quase desequilibrou o jogo ao cobrar falta na cabeça de Murilo, exigindo uma defesa espetacular de Alexis Arias.
Do outro lado, Carlos Miguel também apareceu bem em finalizações de Matías Pérez e Vegetti, segurando o ímpeto dos donos da casa.
O Cerro apertou nos minutos finais, inclusive com várias mudanças ofensivas, mas esbarrou na defesa palmeirense e na falta de precisão nas finalizações.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Cerro Porteño 1 x 1 Palmeiras | |
| Competição | Copa Libertadores (3ª rodada) |
| Local | Estádio La Nueva Olla, Assunção (PAR) |
| Data | 29 de abril de 2026 |
| Horário | 21h30 (de Brasília) |
| Cartões Amarelos | Iturbe (Cerro Porteño); Allan (Palmeiras) |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | Árbitro: Gustavo Tejera (URU); Assistentes: Martin Soppi (URU), Horacio Ferreiro (URU); VAR: Antonio Garcia (URU) |
| Gols | Jhon Arias 32′ 1ºT (Palmeiras); Carlos Miguel (contra) 26′ 2ºT (Cerro Porteño) |
| Cerro Porteño | Alexis Martin; Velázquez, Matías Pérez, Lucas Quintana, Chaparro; Fabricio Domínguez, Jorge Morel, Wilder Viera (Klimowicz); Jonatan Torres (Peralta), Rodrigo Gómez (Iturbe), Vegetti. Técnico: Ariel Holan |
| Palmeiras | Carlos Miguel; Giay (Khellven), Gustavo Gómez, Murilo, Arthur (Jefté); Marlon Freitas, Andreas Pereira, Allan (Felipe Anderson), Jhon Arias (Lucas Evangelista); Flaco López, Ramón Sosa (Maurício). Técnico: Abel Ferreira |
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