Copa do Mundo Feminina
Seleção Brasileira faz foto oficial da maior delegação da história em Copas do Mundo Feminina
A Seleção Brasileira registrou, nesta quinta-feira (27), a foto oficial da delegação da Copa do Mundo Feminina 2023. Este é o maior grupo de toda a história em competições femininas. Além das 23 atletas, o grupo é composto por 37 profissionais entre presidência, comissão técnica e apoio.
“Este é um grupo muito empenhado e comprometido com o trabalho dentro e fora de campo para que a Seleção Brasileira tenha o melhor desempenho possível na Copa do Mundo Feminina. Estar aqui e ver o empenho de todos os profissionais e atletas me dá a certeza que estamos no caminho certo”, destaca Ednaldo Rodrigues, Presidente da CBF.
Foto oficial Seleção Feminina | Foto: Thais Magalhães
Soma-se ao feito histórico o fato de ser a delegação com a maior presença feminina na história da Seleção Brasileira. Entre os 37 profissionais, há 18 mulheres atuando nas áreas técnica, administrativa, médica, comunicação e segurança. Um aumento significativo se comparado ao grupo que disputou a Copa do Mundo Feminina 2019, quando contou com a presença de quatro mulheres entre comissão técnica e apoio.
Além do ineditismo no número de profissionais, a Seleção Brasileira agregou a sua delegação profissionais em diversos âmbitos com foco no desempenho dentro e fora de campo. Entre as novas funções agregadas ao time estão os observadores na área técnica, dois médicos e massagistas no âmbito da saúde, e seguranças na parte de apoio.
Confira os profissionais que compõem a Seleção Brasileira Feminina:
Presidente Ednaldo Rodrigues
Chefe de Delegação – Jorge Pagura
Coordenadora de Seleções Femininas – Ana Lorena Marche
Técnica – Pia Sundhage
Auxiliares técnicos – Lilie Persson e Anders Johansson
Supervisoras – Mayara Bordin e Sthefânia Lacerda
Preparador de goleiras – Thiago Mehl
Preparadora física – Ivi Casagrande
Fisiologista – Rodrigo Morandi
Psicóloga – Marina Gusson
Analistas de desempenho – André Batista e Vanessa da Silva
Observadores técnicos – Ann-Helen Grahm e Jonas Urias
Médicos – André Pedrinelli e Paula Benayon
Fisioterapeutas – Ariane Falavínia e Gustavo Nakaoka
Roupeiros – André dos Santos e Fábio da Silva
Massagistas – Marcelo Climenes e Diego da Silva
Diretor de Comunicação – Rodrigo Paiva
Assessoras de Imprensa – Laura Zago e Ayana Simões
Fotógrafa – Thais Magalhães
CBF TV – Fábio Gomes e Joílson Marconne
Assessor da Presidência – Roberto Oliveira
Analista de Marketing – Isadora Barbosa
Planejamento – Renata Mattos
Chef de Cozinha – Eduardo Rezende
Seguranças – Carlos Chazan, Bruna Grisolia e Marcella Sant’anna
Copa do Mundo Feminina
Espanha vence Inglaterra e é campeã da Copa do Mundo Feminina pela 1ª vez
Para entrar nos livros de história! Em 2023, a Espanha se tornou campeã da Copa do Mundo Feminina da FIFA™ pela primeira vez. A seleção conhecida como La Roja venceu a Inglaterra neste domingo (20 de agosto) por 1 a 0 e teve a honra de levantar o troféu da competição em Sydney, na Austrália.
O título comprova a hegemonia recente da Espanha em diferentes categorias do futebol feminino: a seleção é a atual campeã da Copa do Mundo no sub-17 e no sub-20, além do fato de que o Barcelona – base desta equipe espanhola – conquistou a Liga dos Campeões Feminina da UEFA nas temporadas 2020/2021 e 2022/2023.
Do outro lado, o gosto agridoce de orgulho e tristeza marcará como jogadoras da Inglaterra e a técnica holandesa Sarina Wiegman, que é vice-campeã da Copa do Mundo Feminina pela segunda vez consecutiva . Há quatro anos, em 2019, o treinadora já havia perdido a final no comando da Holanda , diante dos Estados Unidos.
E foi com um jogaço!
Os dois tempos trabalham bem a bola, cada um à sua maneira. A Espanha, por exemplo, segue bem a escola de futebol do país e troca passes com qualidade, em estilo tão vertical (ou mais) quanto o da seleção masculina que foi campeã do mundo em 2010.
A Inglaterra costuma ser eficiente ao seguir em blocos, mas seu jogo depende muito dos erros do adversário. O problema é que isso pouco ocorreu nesta final, e as inglesas ainda esbarraram na boa atuação da goleira Cata Coll.
Quando conseguiu finalizar de maneira quase indefensável para a arqueira espanhola, a Inglaterra teve azar e carimbou o travessão. Para piorar, a marcação da Espanha pressionou no campo de ataque e forçou as Leoas a tentarem ligações diretas – não é o forte de um tempo que costuma fazer a bola passar pelos meio-campistas.
Também havia um grande goleira com a camisa da Inglaterra, mas Mary Earps, que já havia defendido um chute perigoso de Redondo, não conseguiu impedir o gol da Espanha aos 29 minutos. Com a intensidade habitual da La Roja , Mariona Caldentey avançou e tocou para Olga Carmona, que chutou cruzado e rasteiro para marcar, num contragolpe fulminante – justamente uma das principais armas da Inglaterra.
A manifestação de Carmona deixou torcedores do mundo todo intrigados: ela ergueu a camisa da Espanha e mostrou que sua blusa de baixo tinha a palavra “Merchi”, uma homenagem à mãe falecida de uma amiga da jogadora.
E quase houve outra celebração espanhola ainda no primeiro tempo, quando Salma Paralluelo (que estava acostumada a entrar na reta final dos jogos e fazer gols decisivos, mas desta vez foi titular) finalizou com categoria. Mary Earps saltou bem e contorno com uma ajuda providencial de trave à sua esquerda.
Uma sobre esta edição da Copa do Mundo Feminina é o número record de pênaltis assinalados pela arbitragem: foram 27, superando os 26 apitados em 2019. A final seguiu a tendência do restante do torneio e entrou para a estatística.
Afinal, o árbitro foi ao monitor do VAR e constatou toque de mão de Keira Walsh dentro da área. Jenni Hermoso teve em seus pés a chance de ouro de ampliar a vantagem da Espanha e diminuir o sufoco diante das inglesas, mas Mary Earps, gigante, impediu o gol.
Porém, nem a poderosa goleira inglesa, nem a pressão da Inglaterra nos minutos finais conseguiram impedir a Espanha de se tornar campeã da Copa do Mundo Feminina da FIFA pela primeira vez.
Com o título, a Espanha se tornou a segunda seleção da história a vencer a Copa do Mundo da FIFA nas versões masculina e feminina (2010 e 2023, respectivamente). A primeira conquista foi feita na Alemanha, que é tetracampeã no masculino (1954, 1974, 1990 e 2014) e bicampeã no feminino (2003 e 2007).
Melhor jogadora da partida
Olga Carmona (Espanha)
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